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Música 

SMASHING PUMPKINS "Zeitgeist"

A montanha característica de guitarras em "Doomsday Clock" anuncia aos fãs: a espera terminou. Sete anos após "Machina / The Machines of God" (e de "Machina II / Friends and Enemies of Modern Music", um disco só para internet), os Smashing Pumpkins estão de volta com "Zeitgeist".

Infelizmente - para Billy Corgan, pelo menos -, o retorno da banda que um dia o colocou no topo do mundo não foi tão impactante quanto seu ego gostaria. A começar pela formação, já que o guitarrista James Iha e a baixista D'Arcy não aceitaram voltar para o grupo, e o cantor teve que se contentar com apenas o baterista original, Jimmy Chamberlin (que tocou tanto no Zwan, seu projeto seguinte, quanto em seu disco solo, "TheFutureEmbrace"). Até a data de lançamento, o cabalístico 7 de julho (07/07/07), teve que ser mudada após Al Gore anunciar o Live Earth no mesmo dia.

Musicalmente, Billy faz todo barulho que pode: é o álbum mais pesado da discografia dos Pumpkins, a começar pela já citada "Doomsday Clock", passando pelos solos da boa "Tarantula" e atingindo o máximo do exagero em "United States", uma tour-de-force de riffs que por pouco não bate na casa dos 10 minutos. As três músicas são as mais representativas do disco - "Tarantula" foi o primeiro single, "Doomsday..." entrou na trilha do filme "Transformers" e "United...", bem, tem quase 10 minutos. Não por acaso, foram produzidas pelos próprios Billy Corgan e Jimmy Chamberlin.

Quem traz um pouco de sutileza ao álbum é o produtor Roy Thomas Barker, famoso por seu trabalho com o Queen, que cuida de faixas mais melodiosas como "Starz", "Bring The Light" e "Pomp and Circumstances". Esta última segue a tradição dos Pumpkins de encerrar o disco com uma "calminha", ainda que acompanhada de um solo de guitarra à Brian May. É uma tentativa de recuperar a diversidade sonora da banda, que encantou a juventude nos anos 90 não só por produzir petardos como "Bullet With Butterfly Wings", mas também por ser capaz de momentos singelos como "Thirty-Three" e "1979". Não é um disco ruim, mas é inegável que alguma coisa está faltando.
(GUSTAVO MARTINS)

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