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Rodando por vários palcos brasileiros ao lado de oito velhos amigos, parceiros de duas décadas na construção de grande parte da história do rock no País, Herbert Vianna mergulha emocionado no passado e vê no futuro um novo trabalho solo.
Após mais um ensaio para o show de sábado, na Marina da Glória, no Rio, da turnê inédita que reúne no palco os Titãs e Os Paralamas do Sucesso, o cantor e compositor falou com exclusividade do próximo CD de inéditas dos Paralamas - com canções que compôs para a mulher, Lucy, morta no acidente com o ultraleve -, e do disco apenas de voz e violão que deseja gravar, com músicas que compôs e nunca registrou em sua própria voz. "Estamos trabalhando nos temas de nosso próximo disco e já temos nove canções prontas, além de uma nova que me empolga, que fiz pensando em Lucy, sem ser lacrimogênea", conta Herbert. E cantarola a música, que tem versos como "por ti tento acender outra luz em nossa casa". Sobre o disco solo que planeja para o futuro, que seria o primeiro após o acidente sofrido em 2001, o músico disse que tem exercitado a memória recordando e anotando antigos versos e sentimentos musicais. "Tenho desenvolvido o hábito de fazer anotações e ler todos os dias essas lembranças. Nesses momentos, me deparei com muitas coisas que escrevi e não gravei. Já tenho 27 canções anotadas, de vários momentos importantes de minha vida", disse. Entre elas estão Só Pra Te Mostrar, composta no início de uma gravidez de Lucy, Nada Por Mim, feita com Paula Toller, e Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim, sucesso na voz de Ivete Sangalo. Nas vésperas do show carioca de Paralamas e Titãs, turnê batizada de 25 Anos de Rock, onde as duas bandas desfilam juntas repertórios que marcaram mais de uma geração, Herbert falou do interesse de Luca, 14, seu filho mais velho, pelo rock. "Ele está entusiasmado, e pede instrumentos em seu quarto. Mas curte gêneros como o speed metal e o trash metal. Aí me pergunta: Pai, você já pensou em fazer algo assim?. Eu sorrio, mas não tento polir em nada suas novas referências", diz Herbert. O encontro das duas bandas de maior longevidade no rock nacional, no sábado, contará com as participações de Samuel Rosa, do Skank, do ex-Titã Arnaldo Antunes e do guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura. "O Samuel é o cara que vai pegar a tocha", disse Herbert, sobre o futuro de um caminho aberto por sua geração. E comentou a sonoridade das duas bandas que se uniram: "Há uma sincronicidade sobrenatural nas duas baterias, do Barone e do Charles (Gavin). Temos enorme poder de fogo e variamos texturas de guitarras e vozes". O show tem Herbert cantando Flores, Branco Mello com Meu Erro e Óculos na voz de Paulo Miklos, entre outras.
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