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Auto-estima baixa e extrema timidez são alguns dos sintomas psicológicos causados pelos cravos e espinhas. Mas apesar de ser um mal bastante conhecido, há diversos mitos e equívocos envolvendo o tema. A dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e gerente médica da Roche, Letícia Secco esclarece o que é verdade e o que é mentira quando o assunto é a acne. VERDADEIRO. A ansiedade e principalmente o estresse podem agravar a inflamação e as espinhas.
FALSO. Não há estudos científicos que comprovem que qualquer alimento específico, inclusive o chocolate tenha relação com a acne.
VERDADEIRO. Há medicamentos que podem induzir quadros de acne, conhecidos como erupções acneiformes. Entre eles é possível citar os corticóides, vitaminas do complexo B, lítio, isoniazida, entre outros.
FALSO. Normalmente a acne aparece durante a adolescência, já que é nesta época da vida que os hormônios estão em profunda ebulição. Mas, isso não significa que adultos não têm acne. O quadro pode durar da adolescência até a fase adulta ou aparecer mais tarde. É necessário tratar a doença logo no início, para que não provoque cicatrizes e se transforme em um problema crônico. Há casos ainda de espinhas em bebês e crianças, constituindo a acne infantil.
FALSO. A função intestinal irregular não tem relação com a acne.
VERDADEIRO. O suor no verão, associado ao uso de filtros solares gordurosos, podem piorar a oleosidade da pele.
FALSO. Pode ocorrer uma melhora inicial nas lesões inflamatórias, mas não há evidência científica direta de que o sol melhore as espinhas.
FALSO. A coloração preta dos comedões abertos, ou pontos pretos, está relacionada à oxidação da gordura e não à presença de sujeira na pele ou nos poros.
FALSO. Existem diversas formas de combater as espinhas, dependendo da gravidade do problema e de quão avançada ela está. O tratamento pode ser feito com medicamentos tópicos à base de peróxido de benzoíla, ácido salicílico, antibióticos ou ácido retinóico. O tratamento oral é feito com antibióticos ou com retinóide. O retinóide oral para acne (substância derivada da vitamina A, conhecida como isotretinoína), reduz o tamanho das glândulas sebáceas e modifica a composição das gorduras contidas no sebo, além de reduzir a inflamação. O dermatologista é quem poderá analisar cada caso e indicar o melhor tratamento. Equipe Delas
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