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Mães em muito boa forma Quarta-Feira, 17/10/2007, 12:05am (GMT-12) “Acho que tudo na vida é uma questão de escolha. A batata frita na happy hour, por exemplo, saiu da minha vida antes dos 20 anos. E, hoje, quer saber, nem sinto falta. Troco por um filé de frango aperitivo ou mussarela de búfala com azeite e orégano numa boa. Depois do almoço, tomo um capuccino com leite desnatado em vez de comer um chocolate inteiro. Eu sei que, depois dos 30 anos, é preciso batalhar para ficar em forma. Comer de tudo, sem engordar? A medicina já provou que um metabolismo acelerado é privilégio de pouquíssimas pessoas."Comer direito" é um aprendizado. Entendi isso nos tempos de faculdade. Estudava em período integral e, na seqüência, ensaiava balé. Depois de comer, morria de sono na aula. Na hora da dança, meu estômago pesava tanto que quase não conseguia sair do chão, num momento em que a leveza é fundamental. Experimentei tirar a sobremesa e o suco do almoço, reduzi o arroz e aumentei os legumes. E comia fruta no lanche. O sono diminuiu e a disposição aumentou. Foi aí que percebi a relação direta entre o que comemos e como nos sentimos. As gestações do João e do Pedro foram momentos ainda mais importantes para confirmar que o corpo responde a cada alimento que ingerimos, sinalizando se ele nos faz bem ou não. O desafio é treinar nossa percepção para captar esses recados. Decidi contar a minha história porque sou testemunha de que a atividade física regular e uma boa alimentação dispensam a cirurgia plástica quando se trata de recuperar as formas depois de ter um bebê. A natureza é sábia: a gente só precisa ouvir o que ela insiste em nos dizer...andava 2 horas por dia “No início da gravidez, enjoei muito. Nem conseguia olhar para o mamão com iogurte e aveia do café-da-manhã. Mas descobri que chá de erva-doce, torrada integral e requeijão desciam bem. Foi na base da experimentação que defini o que caía melhor, já que a digestão fica mais difícil nessa fase. O processo foi parecido com o exercício. Mudei o treino ouvindo meu corpo, percebendo como ele (e o bebê) se sentia(m). No primeiro trimestre, era um sono danado. Um dia, me arrastei até a aula de alongamento e notei que o enjôo melhorou. Como sou agitada, aderi à natação: apostei que a água me acalmaria. Os bebês aprovaram porque se mexiam de um jeito gostoso. E nadar alivia a tensão nas costas e estimula a circulação, evitando a retenção de líquidos e prevenindo a celulite. Também pratiquei ioga: o trabalho de respiração e alongamento foi importante para controlar a ansiedade e prevenir as dores na lombar. Nas duas gestações, fiz exercícios até uma semana antes de os bebês nascerem, de parto normal. Meu obstetra e eu acreditamos que o corpo saudável e flexível, no peso certo (ganhei cerca de 9 quilos), contribuiu para que tudo corresse bem. Não engordar muito e amamentar são as principais armas para voltar à forma rapidinho: a amamentação queima até 800 calorias por dia. A barriga é a última que volta, mas até aí a gente percebe a sabedoria da natureza: ao dar de mamar, o organismo libera o hormônio ocitocina, que estimula a contração do útero e ajuda tudo a retornar ao lugar. Com um recém-nascido, a vida é tão corrida que mal dá tempo de tomar banho – então, nem pensei em malhação tradicional. Cuidei de tentar manter uma boa postura, com a barriga contraída (não dá nem pra ver a contração, mas ela ajuda). Sentia, sim, uma fome de leão. No almoço e no jantar, comia arroz integral, lentilha, frango, folhas e muito legume. Nos lanches, preferia frutas densas, como banana, manga e caqui, iogurte desnatado e aveia ou pão integral com queijo. Uma alimentação saudável também ajuda a gente a segurar a onda das noites maldormidas, acordando de três em três horas. Depois de três semanas, comecei a caminhar empurrando o carrinho do bebê pelo menos duas horas por dia – momentos de prazer para todos. Essa foi a minha grande atividade física durante a licença-maternidade. Quando voltei ao trabalho, retomei a academia – me exercito na hora do almoço. Acho fundamental ter um tempinho pra cuidar de mim.” Angélica Banhara, 41 anos, redatora-chefe da BOA FORMA e autora do blog e do livro Grávida em Boa Forma. Mãe de João, 5 anos, e Pedro, 1 ano e 5 meses. boa forma
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