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A disputa deverá ser acirrada em pelo menos quatro das onze áreas no leilão de licenças de terceira geração da telefonia celular (3G), marcado para terça-feira, na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília. A expectativa dos especialistas é de que apareçam interessados para todas as freqüências. Alguns apostam até na possibilidade de haver ágio sobre o preço mínimo nas licenças da região metropolitana de São Paulo, do interior paulista, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Os oito grupos que se inscreveram para o leilão - Vivo, TIM, Claro, Oi, Brasil Telecom, CTBC, Telemig Celular e Nextel - têm o mesmo objetivo: aproveitar a banda larga da 3G para ampliar a sua capacidade de oferta de serviços pelo celular. Os aparelhos de terceira geração permitem ao cliente baixar e enviar arquivos em alta velocidade, como vídeos, fotos e música, tudo com mobilidade. Para o ex-ministro das Comunicações Juarez Quadros, a receita com a venda das licenças deve superar os R$ 3,5 bilhões, acima do preço mínimo definido pela Anatel para as 44 licenças, de R$ 2,8 bilhões. "Quem não entrar com a 3G vai ter problemas na competição." O ex-presidente da Anatel Elifas Gurgel do Amaral também aposta que os lances vão superar o preço mínimo, principalmente nas áreas dos grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e as do sul do Brasil. Mais cauteloso, o também ex-presidente da Anatel Renato Guerreiro não aposta em ágio, mas avalia que as empresas não têm como abrir mão, por exemplo, das licenças de São Paulo. "Não vejo como uma empresa possa desprezar a oportunidade de ter mais um naco de freqüência em São Paulo", afirmou Guerreiro, que comandou a maioria das licitações da telefonia móvel. Na avaliação de Guerreiro, o número de concorrentes deverá ser equivalente ao número de licenças, que é de quatro em cada uma das 11 áreas. Técnicos do setor acreditam que as maiores empresas tentarão comprar licenças em todas as áreas para ter presença nacional. Pelo edital, vencerá a disputa quem pagar mais pela licença. O maior preço pela outorga será combinado com critérios de universalização, como a obrigação de atender em dois anos a todos os 2 mil municípios brasileiros ainda sem o serviço. A 3G começará a ser instalada no segundo semestre de 2008 pelas capitais dos Estados, pelo Distrito Federal e pelas cidades com mais de 500 mil habitantes. A previsão é de que, em 2015, 3.600 municípios tenham a cobertura de 3G. Gerusa Marques,
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