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SÃO PAULO - O cinema já contou em vários filmes como será o futuro. E o carro sempre chama atenção, pois ganha formas completamente diferentes. O Jornal do Carro perguntou a alguns designers como será o carro daqui a 25 anos. A conclusão é que os filmes não estavam tão errados assim.
'Esqueça tudo o que você conhece sobre carros', afirma o gerente de Design da Volkswagen do Brasil, Gerson Barone. Na visão dele, o conceito de uma tonelada sendo movida por um motor a gasolina está com os dias contados. 'Os carros serão menores por causa da falta de espaço nas cidades, leves e de materiais que não agridam a natureza. Essa é uma das tendências.' Williane de Oliveira, designer de interiores da VW, acredita que o carro será 100% reciclável, de material biodegradável. 'As pessoas poderão dobrá-lo, transformá-lo de acordo com o espaço e a necessidade.' Já o designer de exteriores Marcio Sartori diz que os carros poderão durar apenas um ano. 'Como será feito de material reciclável, em um ano todos terão de trocar o carro. E esse material não afetará a natureza.' Guga Mota, também designer exterior, acredita que as pessoas poderão mudar a cor do veículo. 'Você vê uma cor que gosta, carrega no seu palmtop e pluga no computador do carro, que vai transformar a cor do modelo.' Todos acreditam que o veículo deixará de ser um objeto de desejo e se tornará apenas um meio de locomoção. 'Era um ícone da elite no começo do século 20 e hoje tornou-se algo comum a quase todas as classes. E não será tão símbolo de status no futuro', diz Barone. E o desafio será entregar um modelo atraente. 'Seduzir o consumidor não será fácil.' Se tivessem que escolher um filme, os designers ficariam com Minority Report, na qual os carros se locomovem entre prédios. 'Na verdade, num futuro mais longe, toda a cidade terá de se adaptar a uma forma diferente dos carros andar', diz Sartori. 'A tendência é que os carros sejam cada vez mais a extensão da casa das pessoas, onde será possível trabalhar, acessar a internet, assistir TV, dormir, enfim, sentir-se em casa.' Fabricio Migues
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