Sabendo

Jam Sessions
Sexta-Feira, 26/10/2007, 11:39am (GMT-2)

O cartucho é um simulador de guitarra na acepção mais purista do conceito. Nada de shows megapirotécnicos, apresentações espetaculosas e tudo o mais que ficamos mal acostumados a ver em Guitar Hero – e com certeza seremos ainda mais mimados em Rock Band. O que rola aqui é apenas a guitarra. Nada mais.

 

Na tela inferior de toque se vê uma linha que representa a corda na qual se deve dedilhar. Na superior são exibidos os acordes que podem ser utilizados no momento, os quais são ativados por meio do direcional digital (cada direção, incluindo diagonais é uma nota distin-ta). Opcionalmente, pode-se usar também o botão superior L, que troca a configuração de acordes por uma secundária a qual é possível personalizar também. Sem problema para canhotos: os
botões A, B, X e Y fazem as vezes do D-pad e o R assume o papel do irmão.

Segurando o DS com uma mão, usa-se a outra para palhetar a corda virtual com a stylus. A interação é impressionante. Tudo é levado em conta: força, direção, velocidade. A princípio não estranhe se ficar apenas riscando na tela que nem bobo só para ouvir o crível som de seu violão portátil. Pena que seja difícil encontrar uma posição cômoda para tocar o instrumento – riscar (palhetar?) freneticamente pode balançar o videogame.
 
Dentre os poucos modos de jogo, o mais substancioso é o Songs. Nele há várias músicas à disposição para serem tocadas. Novamente, não é Guitar Hero: aqui não há necessidade de se preocupar em acertar tudo no tempo certo. Pelo contrário, você é o artista, você toca como quiser. Em algumas delas há uma demonstração automática para que você pegue o ritmo – algo que deveria existir em todas, já que nem todo mundo é uma enciclopédia musical e sabe todos os ritmos de todas as músicas.

A mancada é que há apenas o acompanhamento do próprio instrumento de cordas. Por mais que apareça a letra da canção na tela, não há vocal, percussão ou nada do tipo. Até compreendo que isso possa ser por conta das limitações técnicas do Nintendo DS, mas é como disse ao começo: Guitar Hero nos deixou mal acostumados.

Outro ponto ruim é que as composições são pouco conhecidas e sem apelo. Não há nenhum medalhão arrebatador. Claro, os artistas são de renome – chamar Bob Marley, Coldplay, Bob Dylan de desconhecidos seria ignorância – contudo não há uma música daquelas que façam você comprar o jogo só para tocá-la.