Sabendo

‘Lego Star Wars’ volta melhorado
Terça-Feira, 13/11/2007, 10:05am (GMT-2)

REPRODUÇÃO
FORCINHA - O duelo de sabres de luz, um clássico de Guerra nas Estrelas, em cena do novo game

 

Flávia Gasi

Enquanto a arma mais letal de todos os tempos, a Estrela da Morte, passeia pelo espaço em uma sucessão rítmica de marchas e valsas, uma rebelião tenta retomar a democracia. O império intergaláctico não conta apenas com armas, mas com um vilão casca-grossa e de respiração marcante. A rebelião tem apenas um Jedi não treinado, porém também possui uma determinação dos seus líderes e uma vontade de ver o universo voltar a exibir seu primor de cores e nuances. Tudo isto aconteceu há muito tempo, em uma galáxia muito distante. Mas você consegue captar o assunto logo na primeira frase, tamanho é o sucesso da saga cinematográfica Guerra nas Estrelas.

Agora, imagine que os personagens, naves e objetos de Star Wars são remontados em forma de brinquedo Lego. O mundo espetacular dos filmes se transmuta, literalmente, em pequenas peças de plástico. E o jogador as coloca para trabalhar e remontar as duas trilogias de Star Wars. Já ouviu falar nisso? Talvez porque a produtora já tenha lançado dois títulos de Lego Star Wars, o primeiro com a trilogia mais contemporânea e o segundo com a clássica.

No entanto, para comemorar os 30 anos da cinessérie, o game volta à prateleira, agora contendo as duas sagas e com algum material inédito. Tudo para realizar alguns desejos primários da sua imaginação: como empunhar um sabre de luz, passear pelos clones em Kamino, correr de Pod Race, atirar nos corredores da Estrela da Morte, preparar para partir de Mos Eisley e, talvez, até virar a Princesa Leia no exato momento em que ela sufoca o nojento Jabba. Claro, se você já jogou os dois Lego Star Wars, já fez tudo isso e mais. E, assim, fica bem mais complicado aproveitar The Complete Saga, lançado pela Activision para todas as plataformas.

Para ter uma experiência completa, o melhor é que você tenha um videogame de última geração (Xbox 360 ou PS3) e ainda não seja iniciado nos jogos da Lego. Mesmo porque, para consoles como o PS2, o jogo acaba ganhando alguns personagens a mais, alguns veículos e umas passagens extras e só. Vale apenas se você for fanzasso da série e quiser ver a perseguição de começo de Ataque dos Clones, por exemplo. No Wii, o jogo sequer usa os sensores de movimento permitidos pelo controle.

Para as versões de Xbox 360 e PS3, por outro lado, algumas mudanças fazem com que o jogo seja essencial, mesmo com uma história repetida. A primeira são as melhorias gráficas, que fazem The Complete Saga rodar mais macio, liso e cheio de polígonos. E a segunda, que muda diretamente a complexidade da jogabilidade, é a possibilidade de jogar o modo multijogador (que sempre foi o filé da franquia) online.

Se você realmente vivia em uma galáxia distante e nunca colocou as mãos em Lego Star Wars, saiba que é diversão às pencas. A jogabilidade é bem simples, mas extensa. São 160 personagens jogáveis (sem contar aqueles que você mesmo pode criar) e cada um possui características específicas. Cada Jedi tem seu jeito de lutar e podem usar a Força nos oponentes e para construir objetos no cenário. O Imperador, por exemplo, pode abusar dos raios letais. Cada cenário pode ser explorado inúmeras vezes e algumas áreas só aparecem quando você revisita o ambiente com outro tipo de personagem e abusa de seus poderes específicos. Com senso de humor, The Complete Saga agrada aos conhecedores de jogos, mas é essencial para os fãs de Guerra nas Estrelas.