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Ataque suicida contra militares mata 18 soldados no Paquistão Sábado, 14/07/2007, 03:24am (GMT-12)
O general Waheed Arshad, porta-voz do Exército paquistanês, havia notificado anteriormente a morte de oito soldados, mas este balanço aumentou com a descoberta de novos corpos nos escombros deixados pela explosão. O atentado ocorreu no Waziristan Norte, em uma região próxima à fronteira com o Afeganistão. Nesta sexta-feira, milhares de paquistaneses muçulmanos protestam contra o governo do país por ordenar a invasão do Exército à Mesquita Vermelha de Islamabad, em uma ação que deixou ao menos 75 mortos em cerca de 36 horas. Os protestos ocorreram em meio a um reforço na segurança em mesquitas e prédios do governo do Paquistão devido a ameaças de grupos extremistas. Os manifestantes queimaram imagens do presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, e do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que são aliados. Eles gritavam slogans como "vida longa aos mártires de Lal Masjid" e "Musharraf assassino". O cerco de uma semana, que começou em 3 de julho, e a invasão da mesquita deixaram um total de ao menos 108 mortos, segundo dados do governo. Al Qaeda e Taleban A rede terrorista Al Qaeda e o movimento islâmico radical afegão Taleban também prometeram atacar o Paquistão, ameaçando lançar ataques suicidas contra alvos governamentais. O irmão de um clérigo morto na Mesquita Vermelha convocou uma revolução islâmica no país.
Os radicais da Mesquita Vermelha são acusados de apoiarem o movimento radical afegão Taleban e de tentarem estabelecer no Paquistão um regime similar ao que o grupo tinha no Afeganistão antes da invasão americana, em 2001. Eles se opõe também à aliança entre o presidente Musharraf e os Estados Unidos na chamada guerra contra o terror mundial. France Presse
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