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O Governo dos EUA confirmou à Comissão Européia (CE) a intenção de exigir visto eletrônico dos europeus que visitam seu território, incluídos os dos países livres destes requisitos até agora.
O vice-secretário de Segurança Nacional americano, Paul Rosenzweig, se reuniu na segunda-feira em Bruxelas com o diretor-geral de Segurança e Justiça da CE, Jonathan Faull, para informar a norma promulgada na sexta-feira pelo presidente George W. Bush. A reunião teve caráter informativo e "técnico" e não tirou conclusões precisas; entre outros motivos, porque os detalhes da exigência, dentro de um pacote de medidas antiterroristas, ainda podem variar durante a tramitação no Congresso dos EUA, segundo o porta-voz da UE para o setor, Friso Roscam. No entanto, e apesar de que a norma pode aprofundar a falta de reciprocidade em matéria de vistos entre a UE e EUA, Bruxelas não pretende colocar "objeções a princípio", adiantou o porta-voz. Atualmente, a UE não exige visto para americanos em visitas de até 90 dias, enquanto Washington exige para 11 dos 27 membros da UE - na maioria, antigos países do bloco socialista, além da Grécia, admitiu Roscam. A nova regra, ao contemplar a possibilidade de pedir os vistos pela internet, pode até "facilitar a vida" dos cidadãos destes países, segundo o porta-voz. Mas vai impor um trâmite adicional a britânicos, franceses, alemães, espanhóis e outros europeus que não precisavam de vistos de turismo até agora. A CE acredita que a medida será tolerável e cita como exemplo o precedente da Austrália, que já exige que os visitantes europeus peçam permissão de entrada pela internet antes de voar. "Nos primeiros minutos era muito mais complicado", dizem fontes da UE. Além disso, Bruxelas se mostra compreensiva com a decisão americana de elevar os requisitos de segurança contra a ameaça terrorista. "Após o 11-9, a vida mudou dramaticamente", disse hoje Roscam. Ele afirmou que o comissário de Justiça europeu, Franco Frattini, estuda propor aos países-membros o estabelecimento de um sistema de visto eletrônico similar na UE. O Executivo europeu ainda desconhece se a nova exigência obrigará os cidadãos da UE que queiram viajar aos EUA a fornecer dados adicionais aos já previstos em acordo recente sobre segurança aérea. O último convênio exige dos europeus que vão aos EUA que forneçam dados de 19 categorias. Entre outras, são pedidas "origem racial étnica, ideologia política, crenças religiosas ou filosóficas, filiação sindical, e dados sobre a saúde ou a vida sexual", criticou o Parlamento Europeu. EFE
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