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Internacional 

EUA aconselharam Geórgia que não atacasse Ossétia do Sul, diz embaixador

EUA aconselharam Geórgia que não atacasse Ossétia do Sul, diz embaixador
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da Efe, em Moscou
da Folha Online

O embaixador dos Estados Unidos na Rússia, John Beyrle, afirmou nesta sexta-feira que Washington aconselhou a Geórgia que não atacasse a região separatista da Ossétia do Sul, ao mesmo tempo em que defendeu o desdobramento na região de um contingente internacional de paz.

"Até o último momento tentamos convencer a parte georgiana de não tomar esse rumo. Desde o princípio dissemos que esse conflito não podia ser resolvido pela força", afirma Beyrle em entrevista publicada pelo jornal "Kommersant".

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O diplomata considerou "justificada" a reação das tropas russas à agressão contra suas forças de paz desdobradas na Ossétia do Sul. "Mas agora invadiram solo georgiano e a integridade territorial da Geórgia está em perigo", ponderou.

"Vemos a destruição da infra-estrutura civil e os apelos de diversos políticos para mudar o governo democraticamente eleito da Geórgia. Por isso é que consideramos que a Rússia foi longe demais", disse.

Arte/Folha Online
 
Beyrle ressaltou que o importante é que agora a Rússia cumpra o plano europeu de cessar-fogo e retirada de tropas. "Quanto antes retornarem as tropas russas ao local onde estavam, mais cedo os observadores internacionais poderão chegar e então, possivelmente, um contingente internacional de paz", disse.

O diplomata destacou que o processo de regra do conflito deve ter como ponto de partida a "integridade territorial da Geórgia".

O ministro de Defesa russo, Anatoli Serdiukov, antecipou ontem à noite que a retirada das tropas russas do território georgiano seria concluída nesta sexta, enquanto a retirada da Ossétia do Sul precisará de dez dias

A Rússia e a Geórgia assinaram um acordo de cessar-fogo na semana passada, mais de uma semana após o começo dos conflitos. Os confrontos tiveram início quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região.

 

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u436533.shtml


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