BOGOTÁ - A ex-deputada colombiana Consuelo González, solta na semana passada depois de passar mais de seis anos sequestrada pela guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), voltou na segunda-feira ao país, levando consigo provas de vida de oito outros reféns.

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González desembarcou no Aeroporto Militar de Catam, acompanhada das duas filhas e da neta, vindas de Caracas. "Estou imensamente emocionada e feliz de regressar à minha pátria de maneira livre, desfrutando de todos os meus direitos, compartilhando com a minha família e vivendo tranquila", disse González, recebida por dezenas de parentes de pessoas que permanecem sequestradas.

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A ex-deputada, de 57 anos, foi libertada na quinta-feira junto com a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas. As Farc entregaram as duas reféns no meio da selva colombiana a uma missão organizada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

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"Trago provas de sobrevivência dos companheiros de acampamento, são oito provas de oito pessoas que continuam esperando uma possibilidade de liberdade, um gesto ou um acordo entre o governo e as Farc para regressar com vida e voltar a conviver com suas famílias", disse González.

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Ela foi recepcionada pelo prefeito de Bogotá, Samuel Moreno, e pelo policial John Frank Pinchao, que fugiu do cativeiro na selva em abril de 2007. "Temos de colocar o humano acima do político, precisamos instaurar na Colômbia o culto à vida humana, precisamos que esses cidadãos regressem a suas casas, e não há outra possibilidade se não for por um intercâmbio humanitário", afirmou González.