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BOGOTÁ - As Forças Armadas colombianas iniciaram às 9 horas (horário de Brasília) desta quinta-feira, 10, a suspensão de 12 horas nas suas operações militares em uma zona de floresta do sudeste do país, como parte da missão humanitária para receber duas mulheres seqüestradas pela guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Uma porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou que as aeronaves venezuelanas responsáveis pela operação já partiram para a selva colombiana.
A missão de resgate das reféns foi autorizada na quarta-feira pela Colômbia, depois de a guerrilha transmitir ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, as coordenadas do lugar onde ocorrerá a entrega, mais de uma semana após o fracasso de uma operação similar. Se concretizada, essa será a primeira vez que as Farc libertam unilateralmente reféns importantes: a ex-assessora da campanha de Ingrid Betancourt, Clara Rojas, e da ex-congressista Consuelo González.
Dois helicópteros venezuelanos com emblemas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha chegaram ao aeroporto de San José del Guaviare, na Colômbia, para reabastecer e partir com destino a algum lugar na selva, onde as reféns serão entregues, após cerca de seis anos de cativeiro. As operações no aeroporto já foram suspensas para que as aeronaves possam retornar da missão de resgate.
Segundo o ministro, o governo se comprometeu com a Cruz Vermelha a suspender as operações militares por 12 horas, mas o prazo pode ser prorrogado se houver dificuldades no resgate, como mau tempo. A região em questão é uma enorme zona de floresta com amplos cultivos de coca (matéria-prima da cocaína) e forte presença das Farc. Já foi cenário de intensas ações das Forças Armadas e da polícia contra a guerrilha e o narcotráfico.
A primeira missão de resgate foi suspensa diante da demora das Farc em entregar González, Rojas e o filho dela, Emmanuel, 3 anos, nascido no cativeiro. Soube-se depois que Emmanuel não estava mais em poder da guerrilha.
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