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BOGOTÁ - O Exército da Colômbia anunciou que está preparado para enfrentar a ameaça de ofensiva geral declarada pelo principal líder da maior força guerrilheira de esquerda, o que supõe uma intensificação do conflito interno no país. O líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel Marulanda, ordenou a seus 17.000 combatentes que intensifiquem as ações ofensivas nas cidades, povoados, montanhas e selvas do país durante 2008. "A escola de 5 anos enfrentando o Plano Patriota foi suficiente para os guerrilheiros aprenderem como e de que maneira o inimigo atua em seus deslocamentos e operações com seus aviões de reconhecimento, bombardeio, helicópteros, satélites, de dia e de noite", disse Marulanda numa carta divulgada pela Agência Bolivariana de Imprensa. O Plano Patriota é a maior ofensiva realizada pelo governo da Colômbia, com apoio dos Estados Unidos, contra a guerrilha na história do país. "É conveniente aproveitar a crise geral que atravessa o governo e o cansaço refletido em algumas unidades militares para começar a preparar as condições para organizar uma ofensiva geral", acrescentou o líder guerrilheiro. O comandante do Exército da Colômbia, general Mario Montoya, respondeu, entretanto, que sua força está pronta para responder às Farc, que surgiram em 1964 e lutam para tomar o poder colombiano através das armas e instaurar um sistema socialista. "Estamos prontos, eles estão dizendo isso há 40 anos", disse Montoya ao ser consultado pela Reuters sobre a ameaça do líder rebelde de uma ofensiva geral. Montoya lembrou que anualmente as Farc ameaçam intensificar suas ações e falam de "ofensiva final para tomar o poder", o que nunca conseguiram realizar. As Farc são consideradas uma organização terrorista pelos EUA e a União Européia, e o governo colombiano acusa o grupo de receber dinheiro do tráfico de drogas. Sob o atual presidente Alvaro Uribe, com ajuda dos EUA, o governo colombiano aumentou seu efetivo militar e recuperou o controle de extensas áreas nas selvas e montanhas que eram dominadas pelos paramilitares.
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