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Internacional 

Sabotagem e vandalismo marcam 8.º dia de greve na França

Fogo danifica cabos, sinalizações e causa atrasos em toda a malha ferroviária

AP

Fogo danifica cabos, sinalizações e causa atrasos em toda a malha ferroviária

PARIS - No oitavo dia da greve nos transportes públicos da França, a direção da estatal ferrroviária do país registrou, nesta quarta-feira, 21, "atos coordenados de vandalismo" em várias linhas de trens de alta velocidade (TGV) que sairiam de Paris com destino a várias regiões da França.

Os incidentes, que envolveram a queima de cabos elétricos em todo o percurso e sinalizadores desativados ou queimados, provocaram interrupções e atrasos de até três horas na circulação dos TGVs, que circulam entre Paris e o leste, norte, nordeste e oeste do país.

Segundo a direção da estatal SNFC, empresa ferroviária, os atos foram cometidos simultaneamente em vários trechos e são considerados como "sabotagem coordenada". A empresa se diz "escandalizada" com o vandalismo.

Os trens TGVs que deveriam circular nesta quarta-feira estão sendo desviados para trilhos normais, o que provoca atrasos em uma situação já conturbada devido à greve que já dura oito dias.

A CGT, principal sindicato dos ferroviários, nega qualquer responsabilidade e diz que as destruições cometidas são "inadmissíveis". Para Didier Le Reste, secretário-geral da CGT Cheminots (agentes ferroviários), os atos foram cometidos "por covardes".

Os sindicatos afirmam que as sabotagens foram cometidas para que fracassem as negociações que começam nesta quarta-feira sobre a reforma do regime de aposentadorias especiais, que motiva a greve da categoria.  Ferroviários e metroviários iniciam nesta quarta-feira uma nova rodada de discussões com as estatais do setor e representantes do governo.

Mais crítico, o ministro do Orçamento e da Função Pública, Eric Woerth, declarou que as "sabotagens são atos de radicalização, que mostram que a questão se tornou ideológica".

Alguns ferroviários têm contrariado a posição de seus dirigentes e insistem em manter a greve. A mobilização enfraqueceu desde o início do movimento e atualmente representa menos de 30% da categoria.

O presidente Nicolas Sarkozy declarou na terça-feira que não cederia quanto à reforma das aposentadorias, mas indicou estar disposto a negociar em outras áreas. A reforma prevê o fim de privilégios para alguns setores do funcionalismo público.

Daniela Fernandes

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