O advogado contratado criticou a intervenção de "certos políticos" no caso e disse que eles prejudicaram a investigação sobre o que aconteceu com Madeleine.
Sabe-se que o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, e o secretário do Exterior, David Miliband, falaram com o casal antes de eles terem sido nomeados suspeitos oficiais pelo desaparecimento da filha. O contato direto entre as autoridades e Kate e Gerry parou em setembro, mas o uso da influência do premier junto a autoridades portuguesas seguiria, segundo o jornal.
"Meu cliente se vê obrigado a manter o silêncio sobre o que ele pode fazer para ajudar a investigação, e não é por causa das leis portuguesas", disse o novo advogado. "Meu cliente quer revelar toda a verdade, mas ele não pretende acusar ou culpar ninguém - esse é o trabalho da polícia."
E concluiu: "a única coisa que ele quer é ajudar a polícia a descobrir a verdade sobre o que aconteceu antes, durante e depois daquele jantar no dia 3 de maio". Na data do desaparecimento, Kate e Gerry saíram para jantar com os amigos e deixaram os filhos no apartamento que eles haviam alugado na Praia da Luz. É de lá que Madeleine teria sido seqüestrada, segundo uma das linhas de investigação.
Clarence Mitchell, porta-voz dos McCann, insiste que não há "racha" entre as versões dos amigos do casal. Mitchell reafirmou que os sete amigos que jantaram com Kate e Gerry naquela noite são representados pelo mesmo advogado.