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MARIANA LAJOLO Os 15º Jogos Pan-Americanos serão abertos oficialmente hoje em mega-evento que, por sua grandiosidade, foi batizado de Titanic. A apresentação para convidados escondeu atrações mas também exibiu problemas que podem ser enfrentados hoje no show que começa às 17h. As alegorias enormes e as 10 mil pessoas envolvidas exigirão muito cuidado para evitar atropelos como o do jacaré, que emperrou na saída do estádio durante o ensaio. "A estrutura é gigantesca. Trabalho há 16 meses no projeto e não consigo conhecer todos. Costumo dizer que esta produção é como guiar o Titanic, no bom sentido da palavra", diz Luiz Stein, diretor da festa, referindo-se ao famoso navio que afundou em 1912 após bater em um iceberg. "Tudo é muito grande. Para fazer qualquer movimento, temos que contar com o aval e o entrosamento de dezenas de pessoas. Já importamos show enormes, mas nunca se produziu um evento deste tamanho no país", completa o cenógrafo, que divide a direção com a carnavalesca Rosa Magalhães. Para o diretor, a abertura do Pan servirá como principal trunfo de dirigentes e políticos nacionais para conseguir realizar a Olimpíada de 2016. O espetáculo é preparado há mais de um ano e tem produção de Scott Givens, vice-presidente de entretenimento da Disney. O show, que terá o título "Viva Essa Energia", vai abordar várias facetas da cultura brasileira e terá 5.000 bailarinos voluntários. Os músicos Arnaldo Antunes e Liminha foram os autores da música-tema do evento, um "samba exaltação", criticado pelos sambistas cariocas. Principal financiador do Pan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistirá à cerimônia. Se o público que for ao Maracanã repetir a ação da torcida presente no ensaio, ele pode ouvir vaias da arquibancada. "Isso não atrapalhará a festa. Sempre é difícil um político ser aplaudido no Maracanã. Há uma desconfiança justa da população. No momento, qualquer político brasileiro merece ser vaiado", declara Stein. O governo federal gastou cerca de R$ 1,8 bilhões no Pan. O custo total dos Jogos é de R$ 3,7 bilhões. Os dirigentes apostam na festa como uma chance de impressionar o presidente do Comitê Olímpico Internacional, o belga Jacques Rogge, e outros membros da entidade que verão o espetáculo. "O Pan servirá mesmo para mostrar que temos condições de receber a Olimpíada", diz Carlos Arthur Nuzman, presidente do Co-Rio (comitê organizador dos Jogos). MARIANA LAJOLO
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