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SÃO PAULO - Com seis índices para os Jogos de Pequim, o nadador carioca Thiago Pereira, de 21 anos, terá um duro desafio pela frente: superar o norte-americano Michael Phelps, de 22, em piscinas de 50 metros, padrão olímpico.
Ambos colecionaram resultados expressivos neste ano. Phelps, principalmente, durante a disputa do Mundial de Melbourne, na Austrália. Pereira, por sua vez, no Pan do Rio e na Copa do Mundo de natação de piscina curta - 25 metros.
No dia 18 de novembro, Pereira atingiu o recorde mundial dos 200 metros medley durante a etapa de Berlim na Copa do Mundo, com 1min53s14. A marca anterior era do norte-americano Ryan Lochte.
A meta do brasileiro, agora, é melhorar o desempenho na piscina de 50 metros para se aproximar do norte-americano. No Pan, Pereira fez 1min57s79 na disputa dos 200 metros medley, recorde sul-americano. A marca ainda é distante do recorde mundial de Phelps, que tem 1min54s98.
O mesmo acontece na disputa dos 400 metros medley. Em piscina curta, Pereira tem 4min00s63 (recorde sul-americano), contra 4min11s14 no padrão olímpico. Phelps tem, nos 50 metros, a marca de 4min06s22 (recorde mundial).
Pereira consegue um tempo melhor nas piscinas de 25 metros por causa de seu estilo de competir. "Minha virada é um diferencial na piscina curta. Se consigo virar bem, tenho uma boa vantagem", explica.
Em Pequim, o brasileiro está classificado para as provas dos 100 m e 200 m costas; dos 200 m e 400 m medley; dos 200 metros livres e dos 200 metros peito. De todas, Pereira deve lutar por medalhas na categoria medley, sua especialidade.
Mas será possível se aproximar de Phelps até 8 agosto de 2008, quando começam os Jogos de Pequim? "Bem, estou treinando para isso, vamos ver o que vai acontecer", conta o brasileiro.
Já Phelps possui marcas inversas a Pereira. O norte-americano é especialista em piscinas longas, ao passo em que registra resultados menos expressivos em piscinas curtas, tanto que dificilmente disputa provas nessa categoria.
Em Pequim, Phelps espera conquistar o recorde de oito medalhas de ouro numa única edição. Se conseguir esse feito, ele irá superar a marca do compatriota Mark Spitz, que faturou sete medalhas douradas em Munique (1972). (Colaborou Marina Ramos, do estadao.com.br)
André Rigue,
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