As derrotas de atletas brasileiros no taekwondo nos Jogos Pan-Americanos do Rio têm sido marcadas por fortes reclamações contra as arbitragens. A "choradeira" começou na primeira eliminação brasileira no Pan, no sábado, com a mineira Valdirene Maria Gonçalves, que após perder para a argentina Laura Lopez questionou alguns pontos obtidos pela adversária.
O segundo atleta brasileiro a lutar ontem, Márcio Wenceslau Ferreira, reclamou de pontos obtidos pelo dominicano Gabriel Mercedes e também de algumas penalizações não marcadas ao atleta durante a final --o brasileiro ficou com a prata.
Neste domingo, após perder para a canadense Shannon Condie, a brasileira Débora Nunes decidiu entrar com recurso contra a sua derrota pela decisão dos juízes --houve empate por 3 a 3 ao fim dos três assaltos. Pouco depois, desistiu de tentar a vitória no "tapetão".
Segundo Carlos Negrão, técnico de Márcio Ferreira, o Brasil não tem peso na arbitragem e tende a ser sempre prejudicado.
"Não temos árbitros no circuito internacional, e isso nos atrapalha bastante. Se depender dessa arbitragem, não vamos ganhar nada", afirmou.
Além da das reclamações contra a arbitragem, o choro de fato também tem marcado as derrotas do taekwondo brasileiro. Sempre abraçados por seus treinadores, os atletas saem às lágrimas e evitam a imprensa --apenas Valdirene, a primeira eliminada, parou para falar na zona mista após uma derrota.