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Meta são-paulina é recuperar Adriano em seis meses
Segunda-Feira, 07/01/2008, 11:19am (GMT-2)

 
Pela manhã, no CT da Barra Funda, o atacante Adriano, emprestado pela Inter de Milão ao time paulista por apenas seis meses, reapresenta-se ao clube com o restante do elenco ao técnico Muricy Ramalho e começa os trabalhos para as competições deste ano.

No período em que for o camisa 10 são-paulino, Adriano terá duas competições pela frente: o Campeonato Paulista e a Taça Libertadores.
E a expectativa da diretoria são-paulina é de que o atacante siga os exemplos de jogadores como Luizão, Amoroso e Ricardo Oliveira, que chegaram ao clube com problemas físicos e desacreditados e recuperaram o prestígio e o futebol.

"É o que queremos, nomes cada vez maiores. Agora é a vez do Adriano", afirmou entusiasmado Carlos Augusto de Barros e Silva, vice-presidente de futebol do São Paulo.

"A Libertadores é o grande projeto do ano, e ele tem tudo para nos ajudar", acrescentou o dirigente são-paulino.

Parte do sucesso desses atletas se deve ao trabalho desenvolvido no Reffis, renomado centro de reabilitação de jogadores do clube.

Foi assim com Luizão em 2005 e com Ricardo Oliveira no ano seguinte. Ambos haviam sido submetidos a cirurgias nos joelhos e se trataram no São Paulo. Após negociações, tornaram-se atletas do time.

Com Luizão, o São Paulo levou o Campeonato Paulista e a Libertadores daquele ano.

Já Ricardo Oliveira teve também uma boa passagem, mas acabou sendo vice-campeão com a equipe no torneio continental e não ficou o restante da temporada, quando o clube levou o título nacional.

O caso de Amoroso foi diferente dos anteriores. O atleta chegou para as semifinais da Libertadores de 2005, suprindo a ausência de Grafite, e ficou no clube até o fim do ano, após ter rescindido seu contrato com os espanhóis do Málaga.

Em sua passagem, o atleta arrebatou os dois principais títulos da temporada: a Libertadores e o Mundial de clubes.

"Acompanhei os três casos e, tirando o Amoroso, que não estava lesionado, posso dizer que o mérito não foi só do Reffis. Ele ajuda, mas também tem os profissionais que fazem os atletas ressurgirem em campo e reconquistarem a confiança", explicou Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol.

E assim como os exemplos de anos anteriores, o dirigente crê que Adriano também terá sucesso. "Aqui terá a calibragem para voltar bem", completou Cunha, lembrando que o atacante chegou para o clube para recuperar a parte física e se livrar de problemas psicológicos.