SÃO PAULO - A decisão da Fifa em reconhecer como campeões mundiais apenas os times que conquistaram o torneio organizado por ela, ou seja, Corinthians, Internacional, São Paulo e Milan, é irrelevante para os times que foram excluídos da honraria, ou seja, Flamengo, Grêmio e Santos. Os três clubes não vão contestar formalmente a decisão, mas dizem não se preocupar com ela.
"Se então é isso, o que se vai dizer? O mundo inteiro sabe que o Flamengo foi campeão mundial, assim como é pentacampeão brasileiro. Mas, se a Fifa diz não e a CBF também, paciência, são eles que mandam no futebol. Espero só que eles morram antes de mim", diz o presidente do Fla, Márcio Braga, em entrevista por telefone ao
estadao.O time rubro-negro foi campeão em 1981.
Zélio Hocsman, assessor da presidência do Grêmio, reclama é do fato do torneio vencido pelo Corinthians ser considerado o primeiro mundial. E não dá importância à desconsideração da Fifa com a conquista de 1983.
"Não vejo sentido nenhum nessa decisão tomada pela Fifa, principalmente por endossar o título do Corinthians, uma coisa inusitada. De repente foi para compensar a queda deles para a Segunda Divisão", insinua. "[
O Mundial Interclubes] Era o que tinha na época, não vejo razão para desmerecer o Grêmio. O Corinthians mantenho minhas dúvidas, mas o Inter tem o mesmo valor que o nosso", reforça Hocsman.
A postura do Santos também é de desconsideração com a decisão da entidade mundial. "Se a Fifa decidiu, não se discute. Mas nós nos consideramos campeões do mundo e sempre vamos valorizar isso", resume Aldo Neto, assessor de Imprensa da presidência. No time alvinegro, as conquistas a comemorar são as de 1962 e 1963.
No lado do São Paulo, que foi campeão das duas competições (Mundial de Clubes da Fifa e do Mundial Interclubes, ou Copa Intercontinental, como a entidade reconhece), os dirigentes não foram encontrados para comentar o assunto.