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Outras tragédias em estádios marcaram o futebol brasileiro
Segunda-Feira, 26/11/2007, 01:17am (GMT-12)

Grade de proteção no jogo Flamengo e Botafogo caiu em 1992, causando três mortes

Arquivo/AE

Grade de proteção no jogo Flamengo e Botafogo caiu em 1992, causando três mortes

SÃO PAULO - A tragédia de Salvador não foi a primeira na história do futebol brasileiro. Na decisão do Campeonato Brasileiro de 1992, no dia 19 de julho, Flamengo e Botafogo se enfrentaram na final da competição. Momentos antes de os dois times entrarem em campo, as grades que ficam no primeiro degrau das arquibancadas cederam: centenas de pessoas caíram, três morreram e outras 90 saíram feridas. O jogo foi realizado normalmente. As organizadas do Flamengo colocaram suas faixas no lugar para que mais ninguém caísse.

 

Em 21 de novembro de 1995, num amistoso entre Corinthians e Taubaté, um muro do estádio da cidade caiu e 20 pessoas foram parar no fosso; cinco delas se feriram gravemente.

 

Na final da Copa João Havelange, em 2000, o Estádio São Januário, do Vasco, estava lotada para a partida contra o São Caetano. Resultado: a grade que separa a torcida do gramado cedeu e 175 pessoas se feriram. O jogo foi interrompido.

 

Dois anos depois, numa partida entre Ponte Preta e Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa, 25 pessoas caíram de uma altura de quatro metros, após rompimento do alambrado.

 

Mas o primeiro episódio do gênero ocorreu em 1964, quando parte da arquibancada da Vila Belmiro caiu em um jogo entre Santos e Corinthians, deixando 181 torcedores feridos. Cinco anos depois, em 2 de março de 1969, um tumulto no jogo entre os dois times, no Morumbi, derrubou um dos muros do estádio e matou um torcedor.

 

Em 1973, o Fluminense viajou ao Piauí para um amistoso contra o Tiradentes, que marcaria a inauguração do Estádio Alberto Tavares da Silva, o Albertão. Mais de 30 mil pessoas lotaram o estádio, uma grade de segurança se rompeu e cinco pessoas morreram. Pelo menos outras 70 se feriram.

 

No exterior

 

Tragédias em estádios não são exclusividade brasileira. A mais grave de todas aconteceu em Sheffield, na Inglaterra, em 1989. No jogo entre Liverpool e Nottingham Forest, 96 pessoas morreram esmagadas. Quatro anos antes, em Bruxelas, na Bélgica, 39 torcedores foram mortos no Estádio de Heysel, durante o jogo entre Liverpool e Juventus, pela Copa dos Campeões. Depois dessas tragédias, as autoridades ingleses proibiram a instalação de alambrados nos estádios de futebol.

 

 

Tragédias no Brasil e no mundo:

 

1902 - Escócia

40 mortes e 160 feridos no Estádio de Ibrox, em Glasgow

 

1946 - Inglaterra

44 mortes e 500 feridos no Estádio de Bolton

 

1964 - Brasil

181 feridos, Estádio Vila Belmiro

 

1964 - Peru

301 mortes e mais de 500 feridos no Estádio Nacional de Lima

 

1968 - Argentina

73 mortes e 150 feridos, no Estádio La Bombonera

 

1969 - Brasil

1 morto, Estádio do Morumbi

 

1971 - Egito

48 mortes e 50 feridos, no Estádio do Zamelek

 

1973 - Brasil

5 mortos e 70 feridos, Estádio Albertão, no Piauí

 

1985 - Bélgica

39 mortes e 35 feridos, no Estádio de Heysel Park, em Bruxelas

 

1989 - Inglaterra

95 mortes e 100 feridos, no Estádio de Sheffield

 

1992 - Brasil

3 mortes e 90 feridos, no Estádio do Maracanã

 

1996 - Guatemala

80 mortes e 150 feridos, no Estádio de Mateo Flores

 

2000 - Brasil

175 feridos, Estádio São Januário

 

2001 - Gana

20 mortes e 60 feridos, no Estádio Nacional de Acra

 

2002 - Brasil

25 feridos, Estádio Brinco de Ouro da Princesa