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Em 21 de novembro de 1995, num amistoso entre Corinthians e Taubaté, um muro do estádio da cidade caiu e 20 pessoas foram parar no fosso; cinco delas se feriram gravemente.
Na final da Copa João Havelange, em 2000, o Estádio São Januário, do Vasco, estava lotada para a partida contra o São Caetano. Resultado: a grade que separa a torcida do gramado cedeu e 175 pessoas se feriram. O jogo foi interrompido.
Dois anos depois, numa partida entre Ponte Preta e Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa, 25 pessoas caíram de uma altura de quatro metros, após rompimento do alambrado.
Mas o primeiro episódio do gênero ocorreu em 1964, quando parte da arquibancada da Vila Belmiro caiu em um jogo entre Santos e Corinthians, deixando 181 torcedores feridos. Cinco anos depois, em 2 de março de 1969, um tumulto no jogo entre os dois times, no Morumbi, derrubou um dos muros do estádio e matou um torcedor.
Em 1973, o Fluminense viajou ao Piauí para um amistoso contra o Tiradentes, que marcaria a inauguração do Estádio Alberto Tavares da Silva, o Albertão. Mais de 30 mil pessoas lotaram o estádio, uma grade de segurança se rompeu e cinco pessoas morreram. Pelo menos outras 70 se feriram.
No exterior
Tragédias em estádios não são exclusividade brasileira. A mais grave de todas aconteceu em Sheffield, na Inglaterra, em 1989. No jogo entre Liverpool e Nottingham Forest, 96 pessoas morreram esmagadas. Quatro anos antes, em Bruxelas, na Bélgica, 39 torcedores foram mortos no Estádio de Heysel, durante o jogo entre Liverpool e Juventus, pela Copa dos Campeões. Depois dessas tragédias, as autoridades ingleses proibiram a instalação de alambrados nos estádios de futebol.
Tragédias no Brasil e no mundo:
1902 - Escócia 40 mortes e 160 feridos no Estádio de Ibrox, em Glasgow
1946 - Inglaterra 44 mortes e 500 feridos no Estádio de Bolton
1964 - Brasil 181 feridos, Estádio Vila Belmiro
1964 - Peru 301 mortes e mais de 500 feridos no Estádio Nacional de Lima
1968 - Argentina 73 mortes e 150 feridos, no Estádio La Bombonera
1969 - Brasil 1 morto, Estádio do Morumbi
1971 - Egito 48 mortes e 50 feridos, no Estádio do Zamelek
1973 - Brasil 5 mortos e 70 feridos, Estádio Albertão, no Piauí
1985 - Bélgica 39 mortes e 35 feridos, no Estádio de Heysel Park, em Bruxelas
1989 - Inglaterra 95 mortes e 100 feridos, no Estádio de Sheffield
1992 - Brasil 3 mortes e 90 feridos, no Estádio do Maracanã
1996 - Guatemala 80 mortes e 150 feridos, no Estádio de Mateo Flores
2000 - Brasil 175 feridos, Estádio São Januário
2001 - Gana 20 mortes e 60 feridos, no Estádio Nacional de Acra
2002 - Brasil 25 feridos, Estádio Brinco de Ouro da Princesa
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