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Os motivos que podem transformar o Morumbi em um caldeirão são muitos e variados. O temor maior é que a exigente, e no momento descontente, torcida paulista vaie a seleção. A possibilidade de o torcedor gritar os nomes do não convocado Rogério Ceni e do hoje reserva Luís Fabiano causa calafrios. No treino de terça foi assim.
Pode ter coisa pior, no entanto. Um tropeço poderá fazer a seleção, atual terceira colocada na competição, despencar bastante na tabela. Como o próximo jogo pelas Eliminatórias só será em junho de 2008 - contra o Paraguai, em Assunção, um drama para um time que desaprendeu a vencer fora de casa -, um insucesso nesta quarta colocará Dunga e alguns jogadores em longo inferno astral.
Técnico e jogadores sabem que um bom futebol é a maneira exata de conquistar a torcida. Mas como não sabem se isso será possível na partida, esperam (mas não prometem) pelo menos vencer. E pedem apoio, paciência e compreensão das arquibancadas.
Dunga apelou para a inteligência e o conhecimento dos paulistas. "O torcedor sabe o quanto é difícil jogar uma Eliminatória"
O zagueiro Juan apela por apoio. "Espero que a torcida apóie todo o time, porque a gente vai precisar dela. É um diferencial", classifica.
"Pedimos que eles [os torcedores] estejam do nosso lado, porque o jogo vai ser difícil", acrescenta Kaká, lembrando que há cinco jogos (desde 1999) o Brasil não vence o Uruguai no tempo normal.
O comportamento da torcida carioca nos 5 a 0 sobre o Equador também é usado por todos na seleção como referência. Todos esquecem, porém, que o primeiro gols contra os equatorianos no Maracanã saiu logo em seguida à primeira vaia. Do contrário... "É, se gol não sair nos primeiros 15 minutos, vai ficar complicado", acredita Robinho.
Armas contra a pressão
Vágner Love e Júlio César, que talvez sejam os jogadores mais visados na noite desta quarta, encontram maneira distintas de conviver com a pressão. O atacante usa o bom humor. "Não sinto pressão pelo fato de o torcedor poder gritar o nome de Luís Fabiano. No Rio, gritaram o do Obina e eu acabei fazendo um gol".
Já o goleiro Julio Cesar, com semblante tranqüilo, relaxou no final da manhã de terça jogando golfe no hotel em que a seleção está concentrada. Almir Leite, Daniel Akstein Batista e Fábio Hecico
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