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Scheidt é o 1.º brasileiro a conquistar 4 medalhas seguidas Redação
Scheidt consegue sua primeira medalha na Star Veja também: "Tivemos uma semana difícil, velejamos mal alguns dias, mas conseguimos nos recuperar, pois não deixamos nosso moral cair. A regata de hoje ('Medal Race') foi a da superação", afirmou, em entrevista ao SporTV. Scheidt, que já conquistou 89 pódios em competições internacionais, nasceu em São Paulo e desde pequeno já demonstrava a habilidade para navegar. O velejador paulista obteve seus grandes resultados na classe Laser. O primeiro de grande expressão foi o título mundial de 1995, mesmo ano em que levou o ouro nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata (Argentina). Deste momento em diante, sua carreira decolou. Foram mais sete títulos mundiais, conquistados em 1996, 1997, 2000, 2001, 2002, 2004 e 2005, e mais dois títulos pan-americanos, em Winnipeg (Canadá), em 1999 e Santo Domingo (2003). Nestes anos de sucesso, Scheidt ainda conseguiu duas vezes o ouro olímpico. O primeiro foi obtido nos Jogos de Atlanta, em 1996. O segundo veio somente em 2004, em Atenas. Porém, ele não ficou de mãos vazias em Sydney, em 2000. Naquela competição, Scheidt conseguiu a prata, perdendo o primeiro lugar na última regata para o inglês Ben Ainslie. Com a carreira vitoriosa e a conquista desta quinta, ele contribuiu para que a vela se tornasse o esporte mais vitorioso do Brasil em Jogos Olímpicos. No entanto, veio o desafio de mudar de classe. O velejador deixou a Laser e optou por competir na Star ao lado de Bruno Prada, com quem conquistou o Campeonato Mundial de 2007, em Portugal. Praticante de um esporte que, segundo ele mesmo, "jamais será popular como o futebol", Robert Scheidt ganhou a admiração e o respeito dos brasileiros e ainda teve o privilégio de conduzir a bandeira do país na abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. APRENDIZADO "É um prazer. Somos amigos desde criança, há 25 anos, e temos uma amizade que é importante para uma convivência diária como esta", assinalou. Bruno Prada também destacou a experiência de velejar ao lado do parceiro. "Sou um cara competidor, seria muito complicado correr com alguém que não está na mesma rotação que eu. Ele é mais acelerado, estou sempre tentando buscar a intensidade dele e aprendendo bastante". Essa parceria deve continuar nos Jogos de Londres, em 2012, segundo Scheidt revelou antes de iniciar a disputa em Pequim. "A dupla não pensa apenas nestes Jogos. Queremos que esta seja uma passagem de um processo que dure muitos anos, incluindo Londres". (Com EFE)
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