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Brasil contesta favoritismo argentino na final da Copa América |
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Depois da definição da Argentina como adversária na final da Copa América, com a vitória por 3 a 0 sobre o México na última quarta-feira, os jogadores da seleção brasileira contestaram o decantado favoritismo dos arqui-rivais para o confronto do próximo domingo, em Maracaibo.
Acostumados a lidar com a responsabilidade do favoritismo na seleção, os brasileiros rebateram com certa indignação a suposta inferioridade técnica em relação aos argentinos, em observação apoiada na comparação de desempenho entre as duas seleções na Copa América. Enquanto a equipe de Dunga chega com trajetória de dificuldades, o time do técnico Alfio Basile alcançou a final com campanha de 100% de aproveitamento.
"Não tem nada de 'zebra'. Se essas duas seleções chegaram à final, é porque deu a lógica. As pessoas se esquecem que a camisa do Brasil pesa numa decisão. Favoritismo se prova dentro de campo", declarou o atacante Vágner Love.
"Esse negócio de favoritismo é bom falar depois. Só depois do jogo dá para ver quem é melhor", endossa o goleiro Dunga.
Apesar da superioridade de números da Argentina ao longo da Copa América, os brasileiros admitem vantagem dos rivais de domingo somente no quesito entrosamento.
"É até um menosprezo com a gente falar que eles (argentinos) são favoritos. Mas eles têm mais tempo jogando juntos, por isso jogam mais fácil coletivamente. É normal. Mas sabemos do nosso potencial", comenta Júlio Baptista.
Enquanto a Argentina chega à final com campanha de cinco vitórias em cinco jogos, o Brasil apresenta histórico na competição de três triunfos, um empate e uma derrota. A seleção de Basile ainda ostenta melhor ataque e defesa mais eficiente na comparação com a equipe dirigida por Dunga.
Bruno Freitas e Leandro Canônico
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