Casados há quase 30 anos, eles contam como fazem para manter acesa a paixão
Bruna Lombardi, 55 anos, e Carlos Alberto Riccelli, 61, não gostam de rótulos, mas eles formam um casal-modelo. Ela garante que o amor e a paixão são resistentes ao tempo, sim! O segredo da felicidade? "Nunca planejamos nada. O negócio é viver cada momento", garante a atriz. Para Riccelli não há uma fórmula específica. "As coisas precisam acontecer. Amor e desejo são importantes, mas precisa também querer o bem um do outro", diz. Os dois se conheceram durante as gravações da novela Aritana, em 1978, exibida pela extinta TV Tupi. Do relacionamento, três anos depois, nasceu Kim Riccelli, 26, que mora em Los Angeles (EUA). "Ele é o máximo!", desmancha- se a mãe.
A beleza de Bruna a transformou em musa nos anos 80, mas ela diz que nunca se prevaleceu do título. "Agradeço ao universo, mas não é isso que me move. Minhas buscas são outras e acho que recebo muito mais elogios do que mereço", diz. Atualmente, a atriz cuida do casamento, das tarefas da casa e trabalha na produtora Pulsar - que mantém junto com o marido. Foi a parte cineasta da atriz que a levou, no fim de novembro, ao 13º Búzios Cine Festival, para a pré-estréia de O Signo da Cidade. O longa estará nos cinemas a partir de 18 de janeiro. No filme, a família trabalha unida. Bruna, além de atuar, fez o roteiro; Riccelli foi o diretor; e Kim, ator e assistente de direção. A seguir, a entrevista que ela concedeu à Contigo!.
Sem comemoração
"Não quis casar de noiva. Isso nunca passou pela minha cabeça porque não tem nada a ver comigo. Não é porque todo mundo faz de um jeito que eu tenho de fazer. Mas respeito quem segue esse ritual, as pessoas têm que ir atrás das coisas que as deixam felizes. Também não gosto de datas. Celebro a minha vida todos os dias. Tanto que eu e o Ri (maneira carinhosa como chama o marido) não temos dias de comemorações do tipo: 'Ah, hoje a gente se conheceu' ou 'se casou'. O negócio é o momento, o aqui, o agora e todos os dias."
Eternos namorados
"Hoje o desejo é ainda maior. Continuo apaixonada. Acho até que não nos casamos oficialmente para preservar essa comunhão de liberdade. Podemos dizer que a gente namora. O Ri tem uma frase que eu adoro: 'Casamento só é bom quando é cada vez melhor'. Eu concordo plenamente com ele."
Ciúmes
"Não sou ciumenta com ninguém nem com nada na minha vida. Acho inútil e destrutivo esse sentimento. Eu empresto roupa, sapato, o que quiserem. Sou muito desprendida, graças a Deus. Isso veio no pacote da minha formação (risos). Na vida não sofro com esse mal."
Mãezona
"Eu e Kim somos um grude. Não o vejo há seis meses, mas nos falamos todos os dias. Nunca vi uma pessoa com tanta personalidade. Ele veio ao mundo sabendo uma porção de coisas e eu aprendo muito com meu filho. É o máximo! Por mais que as pessoas falem que ter apenas um filho é ruim, acredito que eu acertei em minha escolha. Assim eu não preciso me dividir entre outros."
O filme
"O Signo da Cidade conta a vida de vários personagens de São Paulo, que se entrelaçam e se encaixam mostrando que nós todos somos conectados. Teca, minha personagem, é quem conduz as histórias. Ela é uma astróloga e tem um programa noturno de rádio, para a qual as pessoas ligam em busca de ajuda. Além de protagonizar, eu assino o roteiro e o Ri a direção. É um trabalho muito nosso.
Dona-de-casa
"Se precisar ir para a cozinha, eu vou. Para mim não tem tempo ruim. Faço faxina e adoro! As pessoas acham estranhíssimo eu gostar de fazer limpeza. Comigo não tem essa, quando quero vou lá, pego e faço. Gosto de renovação e organização. Minha casa está em obras, meu negócio é construção."