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'Desejo e Reparação' fatura o Globo de Ouro de Melhor Filme
Terça-Feira, 15/01/2008, 09:54am (GMT-2)

 

'Desejo e Reparação' também levou o prêmio de Melhor Trilha Sonora

Divulgação

'Desejo e Reparação' também levou o prêmio de Melhor Trilha Sonora

LOS ANGELES - O filme britânico Desejo e Reparação, dirigido por Joe Wright, venceu neste domingo, 13, o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático. Baseado no romance homônimo de Ian McEwan, era cotado para sair como o vencedor absoluto do Globo de Ouro, com sete indicações, entre elas as de Melhor Direção, Roteiro Original, Atriz Coadjuvante e os de Melhor Ator e Atriz de Drama. Mas, ficou com apenas dois troféus: o de Melhor Filme e o de Melhor Trilha Sonora, concedido ao compositor Dario Marianelli. O filme estreou nos cinemas brasileiros neste fim de semana.  

 

Desejo e Reparação concorria ao prêmio máximo com O Gângster, de Ridley Scott, Senhores do Crime, de David Cronenberg, The Great Debaters, de Denzel Washington, Conduta de Risco, de Tony Gilroy, Onde os Fracos Não Têm Vez, de Joel e Ethan Coen, e Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson.

 

O épico romântico Desejo e Reparação (Joe Wright), o macabro musical Sweeney Todd (Tim Burton) e o sangrento thriller Onde Os Fracos Não Têm Vez (Irmãos Coen) e a cinebiografia O Escafandro e a Borboleta (Julian Schnabel) foram os quatro filmes que levaram para casa dois Globos de Ouro cada.

 

O prêmio de Melhor Comédia ou Musical ficou como Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, de Tim Burton e o Melhor Filme de Animação do ano foi Ratatouille, da Disney.

 

Surpresa

 

Uma das maiores surpresas foi a premiação de Julian Schabel como melhor diretor por O Escafandro e a Borboleta. Schnabel já havia conquistado o prêmio de direção no Festival de Cannes em maio do ano passado, mas os mais cotados para o Globo de Ouro eram os irmãos Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez) e Paul Thomas Anderson (Sangue Negro).

 

O filme é baseado no livro autobiográfico de Jean-Dominique Bauby, um jornalista e editor da revista Elle, casado e pai de dois filhos, que sofre um acidente vascular cerebral (AVC), ficando apenas com um movimento, o de piscar. A produção francesa conquistou ainda o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, superando o romeno 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, que recebeu a Palma de Ouro em Cannes.

 

Atrizes e atores

 

O troféu de Melhor Atriz Dramática ficou com Julie Christie, por Longe Dela, em que interpreta uma mulher vítima do Mal de Alzheimer. O premio de melhor ator da categoria ficou com Daniel Day-Lewis, por Sangue Negro, filme de Paul Thomas Anderson, sobre um ambicioso empresário do setor do petróleo no começo do século passado.

Já a Melhor Atriz de Comédia ou Musical foi Marion Cotillard, por sua magistral interpretação da cantora ícone da França Edith Piaf em Piaf, Um Hino ao Amor. O troféu de melhor ator da categoria ficou com Jonny Deep, por seu papel como um barbeiro vingativo que corta as gargantas de seus clientes, no premiado filme de Tim Burton, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet.

 

Javier Bardem, único ator de língua espanhola entre os premiados, ganhou o troféu de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel de um serial killer em Onde os Fracos Não Têm Vez. É a primeira vez que ele ganha um Globo de Ouro. O filme, dirigido pelos irmãos Coen, ficou também com o prêmio de Melhor Roteiro Original.

 

A atriz australiana Cate Blanchett, com sua surpreendente atuação como o cantor Bob Dylan em Não Estou Lá,de Todd Haynes, ganhou o troféu de Melhor Atriz Coadjuvante.

 

Tanto Bardem como Cate foram eleitos recentemente os melhores desta categoria pela Associação de críticos dos EUA.

 

Televisão

 

A Melhor Série Dramática de Televisão, Mad Men, da AMC, ainda inédita e sem previsão de estréia por aqui, trata do mundo dourado da publicidade nos anos 60, concentrada na Madison Avenue de Nova York. Um de seus criadores é Matthew Weiner, produtor e roteirista da premiada série Família Soprano. A série rendeu o prêmio de Melhor Ator em uma Série Dramática de Televisão a John Hamm.

 

Já o prêmio de Melhor Série de Comédia ou Musical para Televisão foi para Extras, do ator e diretor inglês Ricky Gervais, exibida pelo canal por assinatura HBO. No Emmy, principal prêmio de TV dos Estados Unidos, Gervais faturou um troféu como melhor ator na série, mas perdeu para David Duchovny (Californication, TV Showntime) no Globo de Ouro.

 

As melhores atrizes foram Glenn Close, na série dramática Damages e Tina Fey na série de comédia 30 Rock. Queen Latifah ganhou o prêmio de melhor atriz em minissérie, por Life Support, da HBO.

 

Greve de roteiristas

 

Este ano,  a greve de roteiristas americanos, deixou a tradicional cerimônia de entrega dos prêmios sem glamour, e sem astros e estrelas brilhando no tapete vermelho e nas telas de TV de todo o mundo. As estrelas de Hollywood deram lugar aos jornalistas que se concentraram no hotel Beverly Hilton, de Los Angeles, para assistir à entrevista coletiva do presidente da associação, o mexicano Jorge Camara, que anunciou os vencedores.

Os roteiristas de cinema e televisão, em greve desde novembro do ano passado, conseguiram o cancelamento da cerimônia de entrega ao assegurarem que boicotariam a premiação. Além disso, eles conseguiram o apoio do sindicato dos atores, daí o fracasso da festa.

 

Confira a lista dos premiados

MELHOR FILME

Desejo e Reparação, dirigido por Joe Wright

 

MELHOR DIRETOR

Julian Schnabel, por O Escafandro e a Borboleta

 

MELHOR ATRIZ DRAMÁTICA

Julie Christie, por Longe Dela

 

MELHOR ATOR DRAMÁTICO

Daniel Day-Lewis, por Sangue Negro

 

MELHOR COMÉDIA OU MUSICAL

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, dirigido por Tim Burton

 

MELHOR ATRIZ DE MUSICAL OU COMÉDIA

Marion Cotillard, por Piaf - Um Hino ao Amor

 

MELHOR ATOR DE MUSICAL OU COMÉDIA

Johnny Depp, por Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Cate Blanchett, por Não Estou Lá

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Javier Bardem, por Onde os Fracos Não Têm Vez

 

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Ratatouille (Disney/Pixar).

 

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

O Escafandro e a Borboleta, dirigido por Julian Schnabel (França/EUA)

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Onde os Fracos Não Têm Vez, escrito por Ethan e Joel Coen

 

MELHOR TRILHA SONORA

Desejo e Reparação, composta por Dario Marianelli

 

MELHOR CANÇÃO

Guaranteed, do filme Na Natureza Selvagem. Letra e música de Eddie Vedder

 

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA DE TELEVISÃO

Mad Men, da rede de TV AMC

 

MELHOR ATRIZ EM UMA SÉRIE DRAMÁTICA DE TELEVISÃO

Glenn Close, por Damages, da rede de TV FX Network

 

MELHOR ATOR EM UMA SÉRIE DRAMÁTICA DE TELEVISÃO

Jon Hamm, por Mad Men, da rede de TV AMC

 

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL PARA TELEVISÃO

Extras, da HBO

 

MELHOR ATRIZ EM UMA SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL PARA TELEVISÃO

Tina Fey, pela série 30 Rock, da rede de TV NBC

 

MELHOR ATOR EM UMA SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL PARA TELEVISÃO

David Duchovny, por Californication, da rede de TV Showntime

 

MELHOR MINISSÉRIE PARA TELEVISÃO

Longford, da HBO

 

MELHOR ATRIZ EM UMA MINISSÉRIE DE TELEVISÃO

Queen Latifah, por Life Support, da HBO

 

MELHOR ATOR EM UMA MINISSÉRIE DE TELEVISÃO

Jim Broadbent, por Longford, da HBO

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM UMA SÉRIE OU MINISSÉRIE DE TELEVISÃO

Samantha Morton, por Longford, da HBO

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM UMA SÉRIE OU MINISSÉRIE DE TELEVISÃO

Jeremy Piven, por Entourage, da HBO

Teresa Ribeiro