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A casa é deles

 

A escolha dos participantes, a edição de imagens que transforma jogadores em ‘mocinhos’ e ‘vilões’, a prova do líder... é tudo culpa de J.B. de Oliveira, o Boninho. O diretor é o chefão do Big Brother Brasil, que entra na oitava temporada hoje, às 21h55, na Globo. A expectativa em torno da estréia é grande. O BBB 8 tem a missão de manter a audiência dos antecessores (média na casa dos 40 pontos), o que é tarefa árdua. A emissora vê o ibope diminuir nos principais produtos, como as novelas, e o telespectador pode estar cansado do formato. Por isso, o investimento é pesado. As chamadas estão no ar desde a semana passada, o Mais Você ajudou a divulgar, o VideoShow também e até o Fantástico entrou nessa, exibindo o último bloco direto da casa, no último domingo. Em entrevista por e-mail, Boninho assume a “culpa” e afirma que tem plano B, C e outros para não decepcionar.

O que um candidato a candidato tem de ter para entrar na casa?

Algum tipo de brilho, vontade de jogar, ser descolado, não ficar tímido com as câmeras e muito mais.

O programa inovou convocando interessados em participar a criar um perfil no site do reality show. Se dar bem no endereço eletrônico era passaporte carimbado para entrar na atração?

Foi uma sugestão da Globo.com que deu muito certo. O site permitiu que o interessado em entrar no BBB se mostrasse mais, fizesse sua campanha. Também deixou o processo de seleção mais transparente, pois abrimos um canal de comunicação com os interessados no blog da produção. Foi muito bom ter esse contato pela internet.

Os 14 candidatos são jovens e bonitos. Além disso, têm perfis sarados e exibicionistas, como a grande maioria de candidatos vistos nas edições anteriores. É obrigatório ser bonito para ser selecionado?

Nada é obrigatório, não seguimos regras, nem roteiros e não temos perfis preestabelecidos. A beleza ajuda, mas não é o elemento principal. O que conta é a personalidade.

A maioria das garotas já ilustrou ensaios sensuais. Esse vai ser um ‘BBB’ mais quente do que os outros? Você declarou na edição anterior que não interessava mais um perfil comportado como o de Grazi (Massafera, da quinta edição). O argumento ainda vale?

O BBB é um jogo que vale grana e fama, naturalmente quem quer participar gosta de aparecer. A cada ano, temos de driblar o time de ‘autodidatas’ sobre BBB, que hoje em dia são muitos. Uma boa dose de calor e competição é fundamental.

As crianças adoram o programa. Existe preocupação com o conteúdo que vão ver?

No programa exibido na TV aberta não vai ao ar nenhum conteúdo que a gente não ache adequado para toda a família. Sabemos que as crianças gostam e, mesmo autoclassificados para 16 anos, procuramos pegar leve e fazer muito humor. Essa visão divertida que temos dos participantes é fundamental para evitar deixar o programa pesado.

A maioria dos candidatos é ‘quase celebridade’: tem modelo, miss, filha de atriz. Perdeu a graça mostrar como anônimos se comportam confinados?

Hoje em dia, qualquer anônimo é uma ‘quase celebridade’. É só jogar um vídeo na internet e fazer sucesso. Ninguém ali é famoso ou perto disso, mas posso dizer que são aspirantes. A força do programa é tão grande que até uma ponta na novela (Paraíso Tropical), transformou a Jaqueline (Khury) numa atriz de verdade. O BBB já consegue transformar anônimo em celebridade no momento em que soltamos a lista de participantes.

Por que o programa ganhou mais edições ao vivo?

Para esquentar o jogo e dar mais espiadas ao vivo para o telespectador.

O ‘BBB’ tem fôlego para quantas edições mais?

É difícil prever. Estamos falando de um formato de sucesso.

O reality show é um sucesso de audiência. Mas e se o programa ficar com o ibope abaixo da expectativa? Há um ‘plano B’ para virar o jogo?

Tentamos trazer novidades e surpreender o telespectador com esse jogo há oito anos. Temos sempre uma carta na manga e, quando se joga, temos de ter o plano B, o C e muitos outros.


'Não seguimos regras, nem roteiros e não temos perfis preestabelecidos. A beleza ajuda, mas não é o elemento principal. O que conta é a personalidade”
BONINHO

'A cada ano, temos de driblar o time de ‘autodidatas’ sobre ‘BBB’, que hoje em dia são muitos. Uma boa dose de calor e competição é fundamental”
IDEM

Andrezza Capanema

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