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Foolkiller de volta no selo Marvel Max

Depois do editor da linha de quadrinhos adultos da Marvel Comics, Axel Alonso, falar sobre os novos rumos editoriais da linha, é hora de um dos novos escritos abrir o jogo.

Gregg Hurwitz é um conhecido romancista policial e agora será o responsável pela volta do personagem Foolkiller. O esquecido anti-herói enfrentou vários grandes nomes da editora e chegou até a estrelar uma minissérie na década de 90, mas estava sumido há tempos. Nessa mini-série em cinco edições ele será reapresentado com uma roupagem bem diferente, adequada tanto à temática do selo Max, quanto à pena do seu novo escritor.

Um dos motivos de Hurwitz ter escolhido esse personagem é a possibilidade de se manter próximo às suas raízes de escritor noir. Assim, no melhor estilo das histórias policiais, essa não começa com o próprio Foolkiller, mas sim com um personagem chamado Nate McBride. A tenção cresce à medida que o leitor o conhece e o acompanha, se tornando cúmplice de um grande erro. As atitudes de Nate acabam refletindo nele e em sua família. “Ele precisa de ajuda. Começa então a busca pelo Foolkiller. As descobertas dessa busca espelharão as descobertas dos leitores”, diz o autor.

Ele mesmo explica sua visão do personagem: “Ele não é um herói como o Homem-Aranha nem um vigilante como o Justiceiro. Ele é um homem cheio de falhas que deseja acabar com o mal da sociedade”.

A grande diferença entre o Foolkiller e o Justiceiro é a intenção do primeiro de fazer os seus atos serem notados pela sociedade. As mortes que ele causa são “obras de arte”. É a sua forma de mostrar toda a verdade do mundo da forma mais brutal possível. Por isso o enquadramento de Foolkiller na linha Max não foi um acaso ou mesmo uma escolha. Hurwitz é categórico ao afirmar que “essa série sempre foi pensada como um título da Max. É o que melhor se adapta ao meu jeito de escrever”.

No mesmo mês da estréia de Foolkiller, uma edição de Wolverine Annual, escrita pelo mesmo Gregg Hurtwiz, chegará às lojas especializadas americanas. Seguindo os passos do amigo que o indicou para a Marvel, Brad Meltzer, Gregg parece ser mais um romancista que veio ao mundo dos quadrinhos para ficar.
Leandro Damasceno

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