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Bienal de Arquitetura discute o espaço público e privado em SP Quarta-Feira, 21/11/2007, 05:04am (GMT-12) Com 1.237 trabalhos apresentados por 818 profissionais espalhados em uma área de 25 mil m², a 7ª Bienal Internacional de Arquitetura (BIA) abrirá suas portas a partir deste domingo (11) até 16 de dezembro sob o tema O Espaço Público e Privado. Segundo José Magalhães Júnior, coordenador da curadoria da 7ª BIA, a questão sobre onde começa o público e termina o privado é algo presente em qualquer trabalho arquitetônico. Por isso o tema é atual. Ele lembra, por exemplo, a aplicação da lei Cidade Limpa, que obrigou a remoção de outdoors na cidade de São Paulo. "Aquela propaganda toda estava voltada para a rua, para o público, apesar de estar localizada em um local privado", afirma. O arquiteto sul-africano Henning Rasmuss gostou da mudança. Em São Paulo pela terceira BIA consecutiva, Rasmuss diz que está impressionado como a capital paulista está mais agradável após a aplicação dessa nova lei . "É uma idéia que precisamos levar para Johannesburgo. Até penso em escrever um artigo no jornal para tirar aquela publicidade excessiva que atrapalha a paisagem." Brincadeiras à parte, Rasmuss diz que na troca de idéias entre os participantes está a importância de eventos como a BIA. "A mídia de arquitetura é dominada pelos Estados Unidos. Aqui você tem a possibilidade de conhecer artistas e tendências e levar esse conhecimento de volta para o seu país. Algo que não acontece sem o contato cara a cara", disse. Ele também acredita que pode aprender muito com a arquitetura brasileira. "Vocês têm uma cultura confiante. Quando olho para os desenhos brasileiros, consigo ver a cultura do país, o jeito alegre. E isso é algo que ainda buscamos na África do Sul."
O arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha construiu uma maquete de 40 metros de extensão como projeto para São Paulo, caso a cidade recebesse as Olimpíadas de 2012. Para isso adaptou os espaços públicos próximos às marginais Pinheiros e Tietê para a construção de estádios, ginásios e vilas. O projeto foi contemplado com o Pritzker, o "Oscar da arquitetura", no ano passado. Ele e Niemeyer, em 1988, são os únicos brasileiros a ganhar esse prêmio máximo da área. Já a suíça Francesca Ferguson preferiu comparar a modernização de Zurique com a de São Paulo. "Lógico que são cidades completamente diferentes do ponto de vista de tamanho, mas elas passam por uma situação semelhante. Ambas têm paisagens clássicas sendo engolidas pela modernidade", analisa. "Eventos como esse ajudam a gente a entender o que está acontecendo no mundo. Temos a chance de fazer um balanço inteligente do que está funcionando para preservar os estilos clássicos que precisam viver ao lado de obras de última geração, como acontece aqui em São Paulo" , afirmou Ferguson. 7ª Bienal Internacional de Arquitetura Onde: Fundação Bienal de São Paulo (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº - Parque do Ibirapuera - Portão 3) Quando: de 11/11 a 16/12 Horários: de terça a quintas: das 12h às 22h. Sextas, sábados, domingos e feriados: das 10h às 22h. Quanto: R$ 12 (crianças até seis anos não pagam. Estudantes, crianças de 7 a 12 anos, maiores de 65 anos e associados do Instituto de Arquitetos do Brasil pagam metade). Da Redação
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