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Alguns artistas que participam de ato contra a CPMF, organizado por entidades de jovens empreendedores, na noite desta terça-feira, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, não sabem quanto pagam pelo tributo. O vocalista da banda Fresno, Lucas Silveira, disse que, se soubesse, "ficaria ainda mais bravo". Quando interrogado sobre qual o percentual da contribuição, respondeu em tom de dúvida "7%", quando na verdade o percentual é de 0,38%. "A gente paga pessoas para olhar isso", justificou o artista. O cantor Tato, da banda de forró Falamansa, e o cantor e compositor pernambucano Nando Cordel, também não sabem quanto pagaram pelo tributo no ano passado. "O brasileiro é um pouco esquecido dessas coisas. Acontece, não tem mais jeito de retroceder e ele sai pagando sem prestar muita atenção. Eu sou mais um desses brasileiros", disse Nando Cordel. Tato afirmou não saber quanto pagou de CPMF, mas que praticamente metade dos rendimentos de sua banda ficam com o governo. "A gente já vem brigando contra o imposto na prensagem do CD, responsável por 40% do valor do disco, por que não estender esse pedido à CPMF, que além de favorecer a classe artística, favorece o povo?", questiona Tato. Ambos afirmam não receberem cachê para participar do ato contra o tributo. "Entramos em contato com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que organiza o evento) para participar", diz Tato. Nando Cordel afirma ter decidido participar para "alertar as pessoas, dizendo que não podemos ficar esperando que só o governo faça as coisas". De acordo com ele, devem estar presentes pessoas interessadas em assistir aos shows e em protestar. "Mas, dependendo do que o artista disser, você pode passar essa mensagem para os dois públicos", afirma. Mais à vontade com o tema, os cantores Zezé di Camargo e Luciano também participaram do protesto. Luciano, que acertou o percentual de 0,38% cobrado atualmente pelo governo, sugeriu que a contribuição diminuísse gradualmente e que só incidisse sobre movimentações financeiras acima de R4 3 mil. Já seu irmão, Zezé di Camargo, sugeriu que a alíquota fosse de 0,10%. Um dos organizadores do evento, o empresário André Skaf, disse que os artistas se dispuseram a participar do protesto e se colocaram contra a CPMF, sendo que cada um deles tem sua própria razão para isto. Público Liderados por André Skaf, filho do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, representantes do Núcleo de Jovens Empresários, do Comitê de Jovens Empreendedores e da OAB Jovem, entre outras entidades, organizam o evento. redação
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