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Na ONU, Lula defende biocombustíveis e ataca subsídios de países desenvolvidos Terça-Feira, 25/09/2007, 06:46am (GMT-12) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou parte do seu discurso na abertura da 62ª Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) à defesa da produção e do uso de biocombustíveis.
"O problema da fome não decorre da falta de alimentos, mas da falta de renda", afirmou. "É plenamente possível combinar biocombustiveis, preservação ambiental e produção de alimentos." Lula disse que os "biocombustíveis brasileiros estarão presentes nos mercados internacionais com um selo que garanta suas qualidades sociolaborais e ambientais". As afirmações foram feitas na sede da ONU, em Nova York. Pela tradição, o presidente do Brasil é o responsável pelo discurso de abertura da Assembléia-Geral da instituição. Comércio internacional Os recursos que países desenvolvidos oferecem aos seus produtores agrícolas, dificultando a competitividade dos países pobres, voltaram a ser alvo do presidente brasileiro. Ele afirmou que são "inaceitáveis os exorbitantes subsídios agrícolas" e que "é inadmissível um protecionismo que perpetue o subdesenvolvimento". Lula e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, já haviam prometido ontem, que seriam mais flexíveis nas discussões da Rodada de Doha, conjunto de negociações sobre liberalização do comércio internacional. A Rodada de Doha vem sendo interrompida e retomada repetidas vezes desde o seu lançamento, em 2001. Os países em desenvolvimento pedem que os ricos reduzam seus subsídios à produção agrícola. Os desenvolvidos querem que os emergentes diminuam barreiras à importação de um conjunto de outras mercadorias. UOL
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