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Bovespa recupera patamar pré-crise e bate novo recorde Segunda-Feira, 24/09/2007, 05:46am (GMT-12) A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu a semana com novo recorde histórico, recuperando o patamar em que operava antes do início da crise de crédito nos Estados Unidos.
Às 14h, o Ibovespa, principal índice de ações do país, operava em alta de 1,23%, a 58.511 pontos. O recorde anterior era de 58.292, alcançado durante o pregão de 19 de julho. Naquele dia, o indicador fechou a 58.124 pontos. Nos Estados Unidos, as Bolsas operam perto da estabilidade nesta segunda, depois de terem encerrado a última sexta-feira com o melhor resultado semanal desde março. A semana passada também foi positiva no mercado de ações do Brasil, com alta de mais de 5%. Existe expectativa, entre investidores, de um novo corte dos juros naquele país. A alta de hoje vinha sendo impulsionada, ainda, pelas ações da GM, com a possibilidade de que a montadora feche acordo com o sindicato e evite uma greve. No entanto, no final da manhã, os trabalhadores decidiram parar. Na Europa, o índice que reúne as principais empresas da região fecharam em alta. Recuperação A recuperação recente das Bolsas de Valores do mundo foi fortemente influenciada pela queda na taxa básica de juros dos Estados Unidos, que na semana passada passou de 5,25% ao ano para 4,75%. A maioria dos analistas apostavam em redução para 5%. A expectativa de corte no juro americano já vinha acalmando investidores desde o dia 17 de agosto, quando as Bolsas do mundo todo subiram depois de uma seqüência de quedas que durou mais de uma semana. Na ocasião, o banco central dos EUA, o Federal Reserve, reduziu sua taxa para empréstimos emergenciais. Instabilidade A recuperação recente das Bolsas não é sinal de que a crise de crédito acabou, na avaliação de alguns especialistas. "A tendência de curto prazo ainda é de volatilidade, sugerindo cautela", afirmou a corretora Spinelli em relatório. Os investidores do mercado brasileiro aguardam nesta semana a divulgaçao do relatório de inflação do Banco Central. O documento é importante porque, se a avaliação for de que os riscos de inflação não são preocupantes, pode-se reacender o otimismo dos investidores que apostam na continuidade da queda da taxa básica de juros. Contribui para animar investidores a notícia de que o IPC-S, índice de inflação calculado pela Fundação Getúluio Vargas, registrou alta de apenas 0,25% na última medição, a menor desde novembro. UOL
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