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Bovespa acelera recuperação e sobe cerca de 2%; dólar cai |
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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acelerou o ritmo de alta no começo da tarde desta segunda-feira e vai recuperando parte da forte perda de 3,51% registrada ontem. Os mercados de ações do Brasil e dos Estados Unidos já operavam em alta antes do evento mais aguardado do dia por investidores, o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos.
Analistas procuram identificar na declaração algum indício sobre a possibilidade de a instituição reduzir sua taxa básica de juros na próxima terça-feira. A expectativa em relação a uma diminuição é um dos motivos das altas que as Bolsas do mundo registram, não de modo ininterrupto, desde 17 de agosto.
Às 15h, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, registrava alta de 1,99%, a 53.701 pontos. O dólar, quase no mesmo horário, caía 0,92%, sendo vendido por R$ 1,928. Nos Estados Unidos, os dois principais índices operam em alta. Na Ásia, o preço do petróleo impulsionou empresas do setor e fez as Bolsas fecharem em alta, com exceção de Xangai, que caiu devido ao aumento da inflação na China. Na Europa, as ações tiveram a maio alta em três semanas.
O déficit comercial norte-americano recuou levemente em julho, somando US$ 59,2 bilhões. Em junho, havia sido de US$ 59,4 bilhões. O resultado, em linha com o esperado, ajudou a acalmar investidores.
Hipoteca A maior empresa do setor de hipotecas dos EUA, a Countrywide, está atrás de nova injeção de recursos, segundo reportagem do jornal "New York Post". No mês passado, o Bank of America emprestou US$ 2 bilhões à companhia para lhe dar liquidez.
A Countrywide é uma das protagonistas da crise que atinge o setor de crédito imobiliário de alto risco. No dia 24 de julho, ao anunciar lucro abaixo do previsto, ela foi uma das companhias que contribuíram para iniciar a onda de turbulência nas Bolsas de Valores do mundo. Também na última sexta-feira, a Countrywide estava entre os fatores que assustaram os investidores, ao anunciar que deve demitir cerca de 12 mil funcionários, cerca de um quinto do total.
Ainda no setor de crédito, a empresa britânica Victoria Mortgages, especializada em conceder hipotecas a pessoas com um histórico de crédito problemático, tornou-se a primeira entidade creditícia de seu país a declarar insolvência em conseqüência da atual crise vinda dos Estados Unidos, informou hoje o jornal "The Times".
Crescimento No Brasil, uma pesquisa constatou que a safra agrícola deste ano deve avançar 14% em 2007. O dado é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Mas o principal indicador da economia brasileira a ser divulgado nesta semana é o de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre. O número será anunciado amanhã pelo IBGE.
De acordo com o jornal britânico "Financial Times", o dado pode mostrar que o país deixou de ser o "molenga" entre os chamados Brics (sigla para o conjunto dos quatro principais países emergentes do mundo, Brasil, Rússia, Índia e China).
UOL
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