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Economia 

Bovespa segue EUA e opera em baixa de mais de 3%; dólar tem forte alta

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reflete hoje a forte queda que os mercados dos Estados Unidos e do mundo vêm sofrendo desde a última sexta-feira (7).

Às 14h20, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, despencava 3,56%, a 52.624 pontos. O recuo chegou a ser ainda maior, de 4,1% (veja gráfico com atualização constante). O dólar comercial, subia 0,87%, atingindo R$ 1,963 na venda.
No dia 7 de setembro, os principais mercados de ações do mundo sofreram queda acentuada depois que uma pesquisa constatou que o emprego nos Estados Unidos teve, em agosto, a primeira queda desde 2003.

Durante a manhã desta segunda, as Bolsas de Nova York e de Londres chegaram a operar em alta, mas inverteram o sentido e passaram para o nivel negativo.

O Fed (Fedral Reserve, banco central norte-americano) injetou US$ 2,75 bilhões no mercado. Na Suíça, o presidente-executivo do G-10, Jean-Claude Trichet, afirmou que os bancos centrais do mundo vão manter a vigilância sobre os mercados financeiros.

Indicadores do dia
Analistas de mercado elevaram sua expectativa de alta do IPCA, o índice oficial de medição de inflação, e mantiveram a aposta de que a taxa básica de juros, a Selic, caia apenas mais 0,25 ponto percentual neste ano.

As informações são do boletim Focus, pesquisa que o Banco Central realiza semanalmente com cerca de cem instituições financeiras do país.

A primeira prévia de setembro da inflação medida pelo IPC-S, da Fundação Getúlio Vargas, mostrou uma alta de 0,49% nos preços, número maior que o 0,42% registrados no fechamento de agosto.
Agenda do investidor
Nesta semana, serão conhecidas a taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre de 2007, com divulgação prevista para o dia 12, e a ata do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), no dia 13.

Mas o evento mais aguardado da agenda dos investidores só acontecerá na próxima terça-feira, dia 18. É a decisão do Fed sobre a taxa básica de juros dos Estados Unidos.

Desde o dia 17 de agosto, quando as Bolsas de todo o mundo começaram a se recuperar da forte turbulência, uma das principais motivações dos investidores vem sendo a expectativa de corte no juro básico dos EUA.
UOL

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