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A economia de receitas realizada pelo país para o pagamento de juros da dívida (superávit primário) somou R$ 79,578 bilhões de janeiro a julho. O número é 26,8% superior ao registrado em igual intervalo do ano passado.
O valor economizado corresponde a 5,58% do PIB (Produto Interno Bruto). Em 2006, a proporção foi de 4,83%. Em julho, o superávit primário ficou em R$ 7,904 bilhões, 21,3% a mais que no mesmo mês de 2006. O superávit primário tem um lado positivo, que é economizar o dinheiro para pagar as dívidas, mas também um aspecto ruim: significa aumento de impostos e menos investimentos. Os dados, divulgados hoje pelo Tesouro Nacional, referem-se ao setor público consolidado, que inclui as contas dos Estados, municípios e empresas estatais, além da União. Ontem, o Tesouro divulgou que somente o governo central fez uma economia de quase R$ 48 bilhões entre janeiro e julho, alta de 15% sobre mesmo período de 2006. O esforço, apesar de considerado alto, não tem sido suficiente para pagar a totalidade dos juros. Em julho, a despesa do setor público com juros somou R$ 14 bilhões, número 77% maior do que os R$ 7,9 bilhões de superávit primário. Com o aumento do superávit primário e com o crescimento da economia, a dívida do setor público sofreu uma leve redução nos últimos oito meses, considerando a fatia que ela representa no PIB. Hoje, ela corresponde a 44,4% de tudo o que o país produz. UOL
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