Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira mostrou uma queda recorde no preço de casas nos Estados Unidos e derrubou as Bolsas no mundo, inclusive a Bovespa, de São Paulo.
Os dados interrompem a trajetória de recuperação dos mercados de ações verificada desde o dia 17 e reacendem a turbulência. Às 13h15, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caía 2,32%, a 51.848 pontos . O dólar, às 13h, disparava e atingia R$ 1,99.
Na Ásia, o temor sobre desaquecimento da economia fez as Bolsas encerrarem a terça-feira em queda, apesar dos bons resultados trimestrais apresentados por algumas empresas.
Os mercados europeus e norte-americanos também operam em nível negativo. O Federal Reserve, banco central dos EUA, injetou mais US$ 2 bi no sistema financeiro.
Imóveis: queda recorde
O preço dos imóveis nos Estados Unidos registrou uma queda recorde no segundo trimestre, de 3,2%, em relação a um ano antes. Ontem, outra pesquisa mostrou que o número de moradias não-vendidas atingiu em julho o maior nível em mais de 15 anos.
Também nesta terça, a empresa norte-americana Home Depot, gigante do setor de venda de artigos para casas, anunciou hoje que venderá uma de suas unidades por US$ 8,5 bilhões, número 18% menor que o preço que havia sido estipulado em junhom antes da crise das Bolsas.
Investidor aguarda Fed
A divulgação da ata do Fed, que costuma ser um dos acontecimentos que mais influenciam as Bolsas do mundo, desta vez perde um pouco do valor, uma vez que foi elaborado antes do agravamento da crise envolvendo o crédito de segunda linha norte-americano.
Mesmo assim, investidores aguardam a ata para ver se existe alguma pista sobre a perspectiva para a taxa básica de juros dos Estados Unidos.
A turbulência dos mercados mundiais provocou na Bolsa brasileira, até agora, uma seqüência de altas e uma de quedas. Entre os dias 9 e 16 de agosto, o Ibovespa recuou 13,1%; entre o dia 17 e ontem, houve uma alta de 10,5%.