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Por que o Brasil está tão violento?

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Economia 

Grupo de emergentes gera cinco vezes mais empregos que países ricos

Os países emergentes conhecidos como Brics (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China) criaram 22 milhões de postos de trabalho entre 2000 e 2005, o que representa cinco vezes mais do que o número de vagas abertas em toda a área da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) no período.

Mesmo assim, as taxas de desemprego permaneceram elevadas nos quatro países: 9% no Brasil, 8,3% na China, 7,9% na Rússia e 6% na Índia. Os dados fazem parte da Carta do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) divulgada na última sexta-feira (24).

A OCDE, que ficou atrás dos quatro emergentes, é um clube de 30 países ricos que hoje inclui o México. Criado em 1961, o grupo é considerado o "braço" econômico da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e tem sede em Paris.

Informalidade
Além das altas taxas de desemprego, a informalidade também atinge os Brics. No Brasil, o trabalho informal corresponde a 45% do emprego total no país. Na China, a proporção é de 53%; na Índia, supera 90%.

Na Rússia, estimativas disponíveis indicam que a informalidade é muito menor do que a observada nos demais países do grupo, ficando em nível semelhante ao dos países da Europa Central e do Leste.

Outro ponto apontado pelo Iedi é que no Brasil, Índia e Rússia o subemprego permanece alto, atingindo mais as mulheres, nos dois primeiros países, e os trabalhadores mais velhos, no último.

Educação
Apesar de gerar mais vagas, os Brics, com exceção da Rússia, têm trabalhadores com qualificação inferior à média da OCDE. Em 2003, quase 90% dos jovens russos possuíam segundo grau completo, contra 73% da média da OCDE. Já o percentual de trabalhadores jovens (entre 24 e 34 anos) com formação universitária era de 55% na Rússia e 29% na OCDE.

No Brasil, 41% dos jovens entre 20 e 24 anos possuem segundo grau completo e apenas 7% dos trabalhadores entre 24 e 34 anos têm diploma universitário. Na Índia, somente 21% dos jovens entre 20 e 24 anos possuem segundo grau completo. Já na China, um terço dos jovens têm formação secundária completa, mas apenas 5% completam os estudos universitários.
UOL

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