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Economia 

Investimento estrangeiro na China sobe 12% no 1º semestre

Pequim, 13 Jul (Lusa) - O investimento direto estrangeiro (IDE) na China aumentou 12% nos primeiros seis meses de 2007, informou nesta sexta-feira o Ministério do Comércio chinês. A elevação, que tende a continuar, contraria os esforços de Pequim para conter os investimentos no país.

No primeiro semestre de 2007, o IDE atingiu os US$ 31,9 bilhões (R$ 59,7 bilhões), segundo uma nota que o Ministério do Comércio chinês publicou na sua página na Internet.

A elevação foi registrada apesar de o ministério ter aprovado 5,4% menos investidores estrangeiros no primeiro semestre de 2007 do que no mesmo período do ano anterior, o que representa um total de 18.683 empresas chinesas com fundos internacionais, segundo os dados oficiais.

As indústrias transformadoras, o setor imobiliário e os serviços comerciais foram as áreas que atraíram mais IDE entre janeiro e junho de 2007, apesar da nova lei do IDE, aprovada no início do ano, ter como objetivo limitar o investimento em ativos imobiliários e em projetos de baixos padrões ambientais ou reduzida eficiência energética.

Os baixos custos de produção e a presença em um mercado potencial de 1,3 bilhão de pessoas, com cada vez mais dinheiro para gastar, continuam a ser os maiores fatores de crescimento do IDE na China.

A China foi o quarto maior receptor de IDE em 2006, segundo cálculos das Nações Unidas, o que significa que as empresas estrangeiras detêm mais de 300 mil fábricas no país.

Os analistas prevêem que até ao final do ano o IDE na China ultrapasse os US$ 60 bilhões (R$ 112,3 bilhões), apesar da nova lei fiscal que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2008 aumentar de 15% para 25% os impostos das empresas estrangeiras, enquanto reduz de 33% para 25% a carga fiscal sobre as empresas chinesas.

No passado, o capital que financiava esse tipo de investimento era capital chinês que ia ao mercado externo e regressava como IDE para se beneficiar da redução de impostos. As principais fontes de IDE na China são Hong Kong, Ilhas Virgens Britânicas, Japão, Coréia do Sul, Singapura e Estados Unidos.

O IDE tem sido um dos fatores para o crescimento das reservas chinesas em moeda estrangeira, que já atingem US$ 1,3 trilhão (R$ 2,4 trilhões), mais de um quinto do total mundial.

O investimento direto estrangeiro também é responsável pelo aumento da liquidez no sistema econômico chinês, reduzindo a força das políticas antiinflacionárias do governo, o que contribuiu para a elevação de 3,4% da inflação em maio, a maior subida em 24 meses.
Lusa

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