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Petróleo sobe com movimentos cambiais e furacão Gustav O preço do petróleo registra alta nesta terça-feira, afetado pelos movimentos no câmbio entre o dólar e outras moedas e as preocupações sobre o furacão Gustav na região do Caribe. Às 12h01 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em outubro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 116,52, em alta de 2,41%. Até o horário, o preço máximo atingido pelo barril foi de US$ 117,89 e o mínimo, de US$ 112,36. Depois disso, o preço voltou a ficar mais perto de US$ 147, o que pressionou um pouco mais as cotações. As preocupações sobre eventuais danos que o Gustav possa causar às instalações petrolíferas no golfo do México também afetaram as cotações do barril. Com a desvalorização do dólar, o preço do petróleo tende a subir; uma vez que a commodity é cotada em dólares, o barril fica acessível a mais compradores, o que pressiona a demanda. Com a alta do dólar, essa pressão diminui, uma vez que afasta investidores do mercado. O dólar, no entanto, continua a ser o elemento que mais tem feito o preço da commodity varia nos últimos dias. Hoje, o euro chegou a ser negociado a menos de US$ 1,46 pela primeira vez desde o início deste ano, depois de chegar a US$ 1,60 no mês passado. A desvalorização do dólar, entre outros fatores, vinha afetando o preço do barril até que este chegou a US$ 147,27 no dia 11 de julho. Desde então, o preço veio caindo até que, na semana passada, recuou para o patamar de US$ 111. Com o conflito entre Rússia e Geórgia, alem das tensões entre o governo russo e o americano, fizeram o preço voltar a subir. "O 'índice dólar' (...) mostrou que pode, às vezes, superar os fundamentos do mercado", disse o analista Olivier Jakob, da Petromatrix na Suíça. "Ele provavelmente vai dominar até que o Gustav tenha um caminho mais definido." A tempestade tropical Gustav se tornou um furacão hoje enquanto se aproximava da costa sul do Haiti, e seguia rumo a Cuba. "É difícil prever onde o Gustav vai chegar", disse à AP o analista Victor Shum, da Purvin & Gertz em Cingapura. "Mas o mercado está reagindo a ele e apontando para cima."
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