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Economia 

Petróleo da Opep registra alta e fecha a US$ 114,63 por barril

Petróleo da Opep registra alta e fecha a US$ 114,63 por barril
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da Efe

O preço do barril de petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) subiu na sexta-feira (22) para US$ 114,63, informou nesta segunda-feira em Viena o secretariado do cartel.

Assim, o preço continua se recuperando da tendência de baixa pela qual durante a maior parte do mês de agosto. Com o aumento --o terceiro consecutivo--, o petróleo da Opep iguala a cotação do último dia 6, após ter registrado um mínimo mensal de apenas US$ 109, embora se mantenha afastado do recorde de US$ 140,73 o barril alcançado em 3 de julho.

Segundo indicou a empresa de consultoria especializada JBC em sua análise de hoje, a queda do uso de gasolina nos EUA e a redução inclusive no número de passageiros aéreos continua mostrando sinais de retrocesso do consumo nos Estados Unidos.

Na sexta, o barril do petróleo cru para entrega em outubro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 114,59, em baixa de 5,44% (ontem, o barril encerrou o dia cotado a US$ 121,18). Durante o dia, o barril atingiu o preço máximo de US$ 121,86 e o mínimo de US$ 114,18. O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse, também na sexta, que vê com otimismo a quedas recentes no preço do petróleo e de outras commodities e que a inflação no país deve passar a um ritmo mais moderado neste ano e no próximo.

"O recente declínio nos preços das commodities, assim como a crescente estabilidade do dólar, tem sido encorajadores", afirmou, durante a conferência anual do Fed de Kansas (uma das 12 divisões regionais do BC dos EUA). O comentário ajudou a moeda americana a ganhar alguma força frente ao euro.

Com a inflação cedendo, o Fed pode manter por mais tempo sua taxa de juros no atual patamar, 2% ao ano --o banco cortou a taxa sete vezes seguidas entre setembro do ano passado e abril deste ano, a fim de baratear o crédito e estimular a economia. O dólar valorizado dificulta o acesso ao petróleo: como a commodity é cotada em dólares, o barril fica mais caro, diminuindo a pressão da demanda.


Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u437444.shtml


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