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Álcool nas usinas de SP chega ao menor valor em 4 anos
Segunda-Feira, 14/01/2008, 11:49pm (GMT-12)

Araçatuba - Pela quinta semana consecutiva, e em plena entressafra, o preço do álcool hidratado cai nas usinas do Estado de São Paulo, maior produtor do País. No entanto, a queda, que chega a 5,5%, não foi sentida e pode demorar a chegar aos postos de combustíveis.

Somente na última semana, o preço caiu 2,8% - de R$ 0,7306 em 4 de janeiro para R$ 0,71187 no dia 11. Com isso, o álcool chega ao menor valor nominal para o mês de janeiro dos últimos quatro anos. Só em janeiro de 2004, quando chegou a R$ 0,50920, o preço esteve tão baixo.

Segundo indicador semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o litro do álcool hidratado, usado para abastecer os carros nas bombas, era vendido a R$ 0,75356 em 14 de dezembro e chegou a R$ 0,71187 em 11 de janeiro, uma queda de 5,5%.

Mas, apesar da queda, o preço do álcool combustível não caiu nos postos de combustíveis do Estado, segundo as pesquisas feitas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Nas últimas quatro semanas, de acordo com a ANP, o preço médio do álcool foi de R$ 1,30 nos postos.

ESTOQUES

Segundo a pesquisadora Marta Cristina Maistro, do Cepea, a queda dos preços ocorreu por causa dos estoques formados em novembro pelas distribuidoras para o fim de ano.

"Entre outubro e novembro, o preço do álcool acumulou um reajuste de 22%, saltando de R$ 0,58548 em outubro para R$ 0,71609 em novembro. Como não foram feitas grandes compras em novembro, a alta foi perdendo força", diz a pesquisadora.

As férias, que retiram grande quantidade de carros das ruas e a pressão menor de oferta em plena entressafra foram alguns dos motivos da queda apontados por ela.

Para a pesquisadora, essa queda não é sentida rapidamente nos postos, por causa da configuração dos custos das distribuidoras a de uma defasagem natural que existe até que haja nova reposição de estoque por parte dos postos de combustíveis.

"É possível que o repasse demore um pouco e o consumidor só vai se beneficiar dessa queda lá na frente", diz Marta Cristina.
Chico Siqueira