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Economia 

Petrobras descarta aumentar gasolina mesmo com petróleo a US$ 100

 

Apesar da mudança de patamar do preço do petróleo, que gira em torno dos US$ 100 o barril desde o início do ano, a Petrobras descarta ajustar a gasolina e o diesel, cujo último aumento foi praticado no final de 2005.

Segundo o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, ainda existe grande volatilidade nos preços da commodity e a expectativa é de queda com o final do período de inverno do hemisfério Norte, no início do segundo trimestre.

"A variação tem sido muito grande, em um dia o preço do petróleo varia 3 a 4 dólares, é realmente assustador, antes variava centavos de dólar, hoje 3 a 4 dólares por dia", avaliou Costa em entrevista à Reuters.

Na quinta-feira, analistas consideraram a manutenção dos preços dos principais produtos da empresa - responsáveis por 60% da receita - como fator de queda das ações da companhia.

Os papéis preferenciais da Petrobras caíram 1,6% na quinta-feira, enquanto as petrolíferas do mundo inteiro registraram altas expressivas por conta dos altos preços do petróleo, que voltou a bater na marca dos US$ 100 na quinta-feira.

Para Costa, o benefício com a valorização do real é suficiente para compensar o congelamento dos dois combustíveis, e por isso não há motivo para reajuste.

"Ainda temos que avaliar os US$ 100, para ver se vão continuar ou não...já tem analista prevendo que daqui a pouco acaba o inverno no hemisfério Norte e o petróleo pode entrar numa faixa média de US$ 75 no ano", explicou.

"A Petrobras nesse momento não vai fazer nenhum aumento de preço de diesel ou na gasolina", afirmou.

Ele lembrou que outros produtos como nafta, querosene de aviação, óleo combustível e asfalto têm ajustes automáticos por contrato por meio de uma fórmula pré-determinada. O preço do asfalto, por exemplo, teve aumento de 14,5%, mas Costa não soube precisar o ajuste dos demais produtos ajustados por contrato.

Em 1º de janeiro, a estatal anunciou o aumento do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Industrial, em 15%, depois de cinco anos com o preço congelado. O gás de cozinha, no entanto, não terá aumento, garantiu Costa.


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