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Economia 

Passageiros pagarão passagem mais cara para terem segurança, diz Infraero

A Infraero admitiu hoje que haverá um aumento nos preços das passagens aéreas em consequência da redução do número de vôos no aeroporto de Congonhas (SP). O presidente da Infraero, José Carlos Pereira, disse nesta segunda-feira que a prioridade do governo federal será garantir a segurança dos passageiros --mesmo que isso traga reflexos no reajuste das tarifas.

"Segurança tem que vir em primeiro lugar. Eu não disse que o aeroporto estava inseguro, mas chegou a hora de tomar medidas cautelares e isso pode significar, sim, um aumento de preços para os passageiros, que terão que pagar um pouco mais pela sua segurança", afirmou.

Pereira evitou adiantar, no entanto, o percentual do reajuste que deve atingir os passageiros. Mas disse acreditar que o aumento seja suave, sem grandes impactos no bolso dos passageiros. "O preço das passagens é caro, mas houve um barateamento forte nos últimos tempos. Se o preço de uma passagem passar de R$ 150 para R$ 155, não chega a ser nada fantástico nem vai levar a empresa à falência", afirmou.

Segundo o brigadeiro, o reajuste nas tarifas aéreas é um problema a ser administrado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Durante reunião com a coordenação política esta manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que pode haver aumentos nos preços das passagens aéreas em consequência das medidas decretadas pelo Conac (Conselho de Aviação Civil) na última sexta-feira, que reduzem o tráfego aéreo em Congonhas.

A avaliação de integrantes do governo é que, além de preços mais altos, ocorrerão transtornos aos usuários do transporte aéreo em decorrência da redução das atividades no aeroporto.

Os ministros reconheceram que, com a redução no número de vôos, as companhias aéreas terão gastos que vão ser automaticamente repassados aos consumidores. Além da redução no número de vôos, as medidas do Conac também determinam que os aviões pousem em Congonhas com peso menor --o que reduz o número de ocupações nos vôos e pode trazer prejuízos às companhias aéreas.

UOL

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