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Economia 

Três marcas de leite adulterado serão retiradas do mercado

RIBEIRÃO PRETO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibirá a partir desta sexta-feira em todo o País a comercialização de leites integrais longa-vida das empresas Parmalat e Calu. E a Vigilância Sanitária de Minas Gerais determinará a proibição da venda de leites da marca Centenário. As medidas não valerão para todos os leites, mas apenas para alguns lotes. As decisões serão publicadas hoje nos Diários Oficiais da União e de Minas Gerais, de acordo com informações da Secretaria da Saúde de Minas. Veja abaixo os lotes que serão interditados:

 

PARMALAT

Leite UHT integral embalado na fábrica de Carazinho (RS):

 

Fabricação: 22/06/2007 | Vencimento: 22/10/2007

Fabricação: 22/06/2007 | Vencimento: 20/10/2007

 

Leite embalado na fábrica de Santa Helena de Goiás (GO):

 

Fabricação: 24/06/2007 | Vencimento: 24/10/2007

 

CALU

Leite embalado pela Cooperativa Central de Laticínios do Estado de São Paulo, localizada no município de Itumbiara (GO):

 

Fabricação: 7/07/2007 | Vencimento: 17/11/2007

Fabricação: 26/07/2007 | Vencimento: 26/11/2007

Fabricação: 03/08/2007 | Vencimento: 03/12/2007

 

CENTENÁRIO

Leite produzido pela Usina de Beneficiamento Cooperativa Agropecuária do Vale do Rio Grande Ltda., em Uberaba (MG):

 

Fabricação: 28/07/2007 | Vencimento: 02/01/2008

Fabricação: 04/08/2007 | Vencimento: 08/01/2008

Fabricação: 25/07/2007 | Vencimento: 30/12/2007

 

Exemplares desses leites foram recolhidos em supermercados de Uberaba (MG) e, após análises em laboratório, foi constatado que estavam adulterados. Continham substâncias proibidas pelo Ministério da Agricultura. Não foram especificadas quais eram essas substâncias.

 

Os consumidores que tiverem esses leites em casa devem procurar os fabricantes, por meio do telefone de atendimento que consta das embalagens, e solicitar a troca do produto ou a devolução do dinheiro, até mesmo nos casos em que o produto estiver fora do prazo de validade. "Se passou mal por ter ingerido esse leite, é de responsabilidade do fabricante indenizar o consumidor", explica a advogada Maíra Feltrin, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

 

A Parmalat disse nesta quinta-feira que não havia sido notificada pela Anvisa e acrescentou que garante a qualidade dos produtos. A Calu afirmou que retirou do mercado os lotes que teriam problemas assim que soube dos resultados dos exames. O Estado não conseguiu contato com a Centenário.

 

Ouro Branco

 

A descoberta de problemas nos lotes das três marcas são mais um desdobramento da Operação Ouro Branco, deflagrada na segunda-feira passada, quando policiais federais prenderam cerca de 30 pessoas que estariam envolvidas num esquema de adulteração de leite em duas cooperativas de Minas Gerais - em Uberaba e em Passos. Os produtos, de acordo com as investigações, continham soda cáustica e água oxigenada.

 

As interdições que serão tornadas oficiais nesta sexta-feira, segundo as autoridades policiais e sanitárias, mostram que esse tipo de irregularidade pode ser mais comum do que se imagina. "O problema ultrapassa as fronteiras de Minas Gerais", disse Cláudia Parma Machado, gerente de Vigilância Sanitária de Alimentos da Secretaria da Saúde mineira. De acordo com ela, problemas com outros fabricantes de leite deverão ser descobertos nos próximos dias.

 

Em São Paulo

 

Segundo o promotor Paulo Márcio da Silva, do Ministério Público na cidade de Passos, o leite da cooperativa local Casmil - adulterado - foi comprado por empresas dos Estados de São Paulo e do Rio. "Nossa primeira hipótese é que as empresas tenham sido vítimas", disse.

Embora não façam mal à saúde - quando dissolvidas em pequenas quantidades no leite -, a adição de soda cáustica e água oxigenada vai contra as normas técnicas do Ministério da Agricultura. Elas são usadas para mascarar produtos de má qualidade, obtidos em condições ruins de higiene. Essas irregularidades tornam a industrialização do leite mais barata.

Ricardo Westin

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