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ANCARA - A aviação turca bombardeou nesta quarta-feira, 24, posições da guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na fronteira com o Iraque, segundo a agência oficial turca Anatólia. Uma fonte do governo declarou ainda que representantes civis e militares estão discutindo os alvos e a duração de uma possível incursão no país vizinho.
Fontes dos serviços de segurança, que não quiseram ter suas identidades reveladas, confirmaram a ocorrência de várias ações entre domingo e a noite de terça-feira, nas quais aviões turcos entraram 20 quilômetros dentro do território do Iraque e cerca de 300 soldados avançaram 10 quilômetros.
Helicópteros Sikorsky e Cobra, assim como aviões de guerra, decolaram da base aérea de Diyarbakir, cidade mais importante do sudeste turco, atacaram posições rebeldes curdas dentro do Iraque e retornaram para o espaço aéreo turco após a emboscada realizada pelos militantes do PKK, que matou 12 soldados no domingo.
Um dos objetivos da operação é cortar as vias de comunicação do PKK em uma zona especialmente montanhosa e de difícil acesso, segundo as mesmas fontes. "Nas áreas onde ocorreram as operações, muitos refúgios terroristas e equipamentos foram destruídos", afirma a Anatólia.
"Outras operações de 'perseguição imediata' no norte do Iraque podem ocorrer, apesar de nenhuma ter acontecido nesta quarta-feira", afirmou um oficial das Forças Armadas da Turquia. Nos combates, 34 membros do PKK morreram, afirmou.
O jornal Yeni Safak, próximo ao governo, afirmou em sua edição desta terça que cerca de 8.000 soldados turcos entraram em várias bases do PKK após fortes bombardeios com aviões F-16 e helicópteros Cobra. Contudo, segundo fontes do governo, estas ações do Exército turco não fariam parte da operação de incursões maciças no Iraque aprovada em 17 de outubro pelo Parlamento.
A Turquia diz que quer usar a diplomacia para resolver a crise, mas está sendo pressionada pelo público e por grupos militares a usar a força contra integrantes do partido curdo PKK que entram em seu território pela fronteira entre os dois países.
O governo de Ancara está sofrendo uma forte pressão popular para agir contra o grupo separatista. Durante as últimas semanas houve protestos em todo o país. Membros da oposição e da imprensa pediram que haja uma resposta imediata à ação dos rebeldes.
O presidente iraquiano, Jalal Talabani, disse nesta quarta-feira ao ministro das Relações Exteriores turco, Ali Babacan, que Bagdá poderá concordar em entregar rebeldes curdos a Ancara, afirmou uma autoridade da Turquia. Anteriormente, Talabani havia declarado que o Iraque nunca entregaria curdos à Turquia.
Segundo a autoridade turca, um encontro planejado para quinta-feira, em Ancara, entre representantes dos governo da Turquia e do Iraque deve ser a "última chance" para a diplomacia no caso.
A Turquia estima que 3 mil rebeldes do PKK, incluindo seus líderes, estejam nas montanhas do norte do Iraque. O governo turco atribui ao PKK a morte de mais de 30 mil pessoas desde 1984, quando o grupo separatista iniciou sua luta armada pela criação de um Estado curdo independente. Agências internacionais
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