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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quarta-feira, 24, que seu país não vai tolerar a troca de "ditador" em Cuba e insistiu que está chegando o dia em que o povo da ilha será livre.
No primeiro discurso sobre Cuba desde que o líder Fidel Castro, após ficar doente, transferiu o poder ao irmão, o presidente norte-americano disse que os EUA não reconhecerão o governo de Raúl Castro e reiterou que Washington prosseguirá com o embargo econômico ao país comunista.
Bush apontou que os EUA "não aprovarão trocar um ditador por outros", e que não dará ao governo cubano a "legitimidade que não merece".
O presidente também pediu o apoio da comunidade internacional para a criação de um fundo multimilionário que sustente uma transição democrática em Cuba. De acordo com Bush, o mundo pode "realizar esforços tangíveis para demonstrar apoio público" aos dissidentes que trabalham pela liberdade e pela democracia na ilha.
Sobre o fundo multimilionário, ressaltou que essa ajuda "será disponibilizada caso o governo da ilha garanta o respeito aos direitos fundamentais".
Acrescentou ainda que, uma vez que estas liberdades estejam em vigor, esta ajuda permitirá "que os empresários cubanos tenham acesso a empréstimos para ajudar-lhes a reconstruir seu país".
Nesse sentido, Bush descreveu as condições na ilha, e disse que a vida "não melhorará com a simples troca de um ditador por outro", em referência à delegação de poderes do líder cubano, Fidel Castro, a seu irmão Raúl.
"O paraíso socialista é um gulag tropical", disse, em alusão aos campos de concentração da antiga União Soviética. O presidente americano também voltou a pedir a "libertação de todos os presos políticos de Cuba".
Em seu discurso, retransmitido à ilha pela "Rádio e Televisão Martí", Bush se dirigiu também aos líderes militares cubanos, aos quais pediu que apóiem o desejo de democracia de seu povo. "Há espaço para vocês em uma Cuba livre", afirmou.
Após apresentar um grupo de familiares afetados por contrariar o governo cubano, a quem abraçou no final de seu discurso, também disse em espanhol: "Deus abençoe vocês e suas famílias." Adriana Garcia, da Reuters
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