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Economia 

Como formar um clube de investimento

Se você está pensando em investir em ações, que tal convidar alguns amigos para criar um clube de investimento? Essa é a maneira pela qual muitas pessoas estão descobrindo os segredos do mercado de ações, afinal, desde que surgiram no Brasil, em 1996, os clubes de investimento não param de aumentar.

Até setembro, cerca de 150 mil pessoas participavam de 2.022 clubes em todo o país, segundo dados da Bovespa. "Um clube é uma escola de investidores", resume Giácomo Oliveira, que coordena 130 clubes pela Corretora Spinelli.

Enquanto num fundo de ações o investidor apenas se limita a fazer aportes de dinheiro sem se preocupar com a gestão, num clube, o cotista pode participar ativamente da política de investimentos, decidindo quanto e em qual ação irá investir. "É um ambiente propício à proliferação de informações a respeito deste mercado", avalia Oliveira.

E se engana quem pensa que montar um clube de investimento é um bicho-de-sete-cabeças. Pelo contrário. O primeiro passo é reunir um grupo de no mínimo três pessoas e de no máximo 150 participantes.

Objetivo comum
O ideal é que tenham interesses em comum, como um grupo de amigos ou de colegas de trabalho que queiram guardar dinheiro para a aposentadoria. Com um objetivo assim, fica mais fácil chegar a um consenso na hora de decidir que tipo de papel comprar ou quanto investir em determinada empresa.

O segundo passo é procurar uma administradora, que poderá ser uma corretora, uma distribuidora de títulos ou um banco. O administrador cuida da parte burocrática do investimento, como manter o cadastro dos participantes, receber e conciliar os aportes de dinheiro ou custodiar os ativos.

Quando o grupo decidir em que papel investir, será a administradora que irá concretizar o negócio.

Feita a escolha, a próxima etapa será a preparação do estatuto social, que é o conjunto de normas que deverão ser seguidas para o funcionamento do clube.

Nele constarão, por exemplo, a quantidade e o valor de cada cota do clube, a taxa de administração, a política de investimentos e a composição da carteira do clube.

Vale lembrar que, pela lei, nenhum participante pode deter mais de 40% das cotas e o clube deve, obrigatoriamente, investir pelo menos 51% do seu patrimônio em ações. Se tudo estiver certo com o estatuto, o clube poderá ser registrado na Bovespa e na Receita Federal e, a partir daí, começar a operar.
Sophia Camargo

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