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Problemas da Motorola beneficiam Nokia
Quinta-Feira, 12/07/2007, 04:32am (GMT-12)

 HELSINKI (Reuters) - A participação de mercado da Nokia Oyj, a maior fabricante mundial de celulares, está subindo, disseram analistas do setor, depois que a mais próxima rival do grupo finlandês, a Motorola, alertou os investidores de prejuízo no segundo trimestre e de vendas menores.

Os analistas dizem que a norte-americana Motorola perdeu mercado, boa parte do qual provavelmente para a Nokia, que vende mais de um terço dos celulares do mundo. A notícia gerou alta nas ações do grupo finlandês.

"Com a perda de mercado pela Motorola em diversas regiões --Europa e Ásia--, creio que a maior beneficiária é a Nokia," disse Jussi Hyoty, analista da FIM Securities.

As ações da Nokia mostravam alta de mais de 2 por cento.

"A Nokia tem uma forte linha de produtos, dos mais baratos aos mais caros, e essa é uma boa chance de ganhar distância com relação à segunda colocada e ampliar ainda mais suas vantagens de escala", afirmou.

A Motorola anunciou na quarta-feira que já não esperava que suas operações de celulares apresentassem lucro este ano, atribuindo a culpa às vendas fracas na Ásia e Europa.

"A Motorola perdeu muito mercado", disse o analista Ed Snyder, da Charter Equity Research, depois que a empresa norte-americana lançou seu alerta sobre prejuízos e a rival Sony Ericsson divulgou seus resultados do segundo trimestre.

"Parte do mercado foi conquistada pela Sony Ericsson. A maioria ficou com alguém mais, provavelmente a Nokia", ele afirmou.

Os analistas haviam alegado no começo do mês que antecipavam que a alta na demanda em mercados emergentes tivesse cimentado a liderança da Nokia no trimestre abril-junho.

A Motorola anunciou o embarque de entre 35 milhões e 36 milhões de celulares no trimestre, uma queda ante os 45,4 milhões do período anterior, e isso torna possível que a Samsung Electronics derrube o grupo norte-americano do segundo posto no ranking.

Antes do alerta de prejuízo da Motorola, a projeção era de que a Nokia tivesse vendido cerca de 100 milhões de celulares no trimestre.

Reuters